quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Obrigado pelo Selo PENSAR ECO, É LÓGICO.

Blog Aprendizes do Beija-Flor, reconhecendo a participação do blog Olhar Ecológico na melhoria de vida do planeta, oferece um selo do blog PENSAR ECO, É LÓGICO. O selo é repassando de um blog para outro como reconhecimento de blogs que fazem a diferença na educação ambiental e na preservação do meio ambiente.


O nosso blog, Olhar Ecológico, agradece o gentil reconhecimento e promete passar adiante o selo que representa um compromisso com a vida do planeta.


O Blog Aprendizes do Beija-Flor, de Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil, é organizado por professores e alunos do C. E. Oscar de Macêdo Soares. São pessoas comprometidas com a preservação do meio ambiente e com novas propostas pedagógicas para um ensino de qualidade a fim de tornar os estudantes em cidadãos plenos.


Que os Aprendizes do Beija-Flor continuem aprendendo e ensinando a fazer a diferença.

Saudações ecológicas!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Carta de Frei Óscar Vasquez OP. sobre Honduras

Em carta, frei relata sobre o golpe militar e a situação do povo hondurenho neste momento.


O Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – SEJUPE – da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul recebeu uma carta escrita por um frade da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), residente em Honduras, contando algumas coisas referentes ao golpe militar e sobre a situação do povo hondurenho neste momento.

Frei Óscar Vasquez OP, relata que em todo o território nacional de Honduras prevalece “a violência, a repressão e a anulação de todas as garantias constitucionais e individuais de quem se encontra no país”. De acordo com Frei Óscar, todos os meios de comunicação estão impedidos de comunicar nacional e internacionalmente o que vem ocorrendo realmente no país, sobre os atos repressivos do governo-militar de fato. Além de rádio, televisão, jornais, também as linhas telefônicas estão sendo cortadas.


Também existem ameaças de corte da energia elétrica no território de Honduras. E já foram cancelados os vôos nacionais e internacionais e os aeroportos foram militarizados.


O exercito vem agindo com extremo rigor e perversidade contra a população que vive um caos social e militar. Ocorrem frequentemente no país golpes, maltratos, detenção, torturas e ataques às instituições de imprensa, de direitos humanos, sindicatos, professores, ativistas camponeses, feministas e outros.

Criou-se em toda a sociedade de Honduras um clima de tensão, pois, quem reagir ao governo golpista corre o risco de prisão. Um estádio de futebol chegou a ser transformado em presídio.


Frei Óscar Vasquez OP
, em sua carta pede socorro aos irmãos e irmãs na fé, convidando para que a Igreja se manifeste em solidariedade ao povo de Honduras. Pede que a Hierarquia da Igreja, os institutos, as ordens e congregações religiosas ajudem a pressionar em favor da liberdade e democracia para o povo de Honduras. Frei Óscar afirma que a Igreja de Honduras não está sendo indiferente e, sim, solidária com seu povo e pede aos organismos, comissões de justiça e paz da sua Ordem e de outras instituições, que tomem posição em defesa dos Direitos Humanos em Honduras.


Uma comissão religiosa mista esteve visitando Honduras nestes dias e se encontra em Tegucigalpa. Porém, não se tem informação de como se encontram neste momento. Frei Óscar, no entanto, pede a quem pude, que facilite as informações de como se encontra esta comissão religiosa que se empenha em colaborar com a restituição da paz e da liberdade em Honduras. Óscar afirma estar preocupado com a segurança dos membros desta comissão. E conclui sua carta com um verso do salmo 85 (84), “O Amor e a Verdade se encontrarão, a Justiça e a Paz se abraçarão”.

Leia na íntegra, em Espanhol, a carta de Frei Óscar Vasquez OP.


Manifestação do SEJUPE sobre a situação de Honduras

A equipe do SEJUPE – Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – dos Frades Capuchinhos do Rio Grande do Sul agradece a atenção, o apoio, e pede ajuda para a divulgação deste comunicado, para que se constitua uma rede de solidariedade para com o povo de Honduras. Neste momento, como franciscanos e cristãos, não podemos nos omitir.

Talvez seja conflitiva e contraditória a situação da Igreja Católica em Honduras, pelo fato de, no mês de julho, ter se manifestado pedindo a Zelaya que não retornasse ao país. Hoje pode estar sendo difícil para a hierarquia da Igreja atuar na mediação do conflito. No entanto, os fiéis, lideranças e instituições da Igreja, podem e devem agir de forma profética em defesa da dignidade, dos direitos e liberdade do povo de Honduras.

Apesar de, infelizmente, ter admitido a legalidade do golpe, a Igreja desde o início defendeu o dialogo como saída para a crise. Vale recordar também que o bispo da Diocese de Copán, Honduras, Luis Alfonso Santos, desde o início discordou da posição oficial da Conferência Episcopal de Honduras. O bispo disse “repudiar a substância, a forma e o estilo com que se impôs ao povo um novo chefe do Poder Executivo”.

Este é o momento para a Igreja de Honduras e de todo o continente, testemunhar a fé em Jesus Cristo, agindo de forma profética em favor da justiça, da paz, da liberdade e dos direitos humanos ao povo de Honduras.

Assim como é grande a responsabilidade do Estado Brasileiro frente à crise de Honduras, também é enorme nosso compromisso como sociedade e, de modo especial, como Igreja. Portanto, não podemos nos omitir.

É neste momento que sabemos quem está a favor da liberdade, da justiça, da paz e da democracia.

Paz e Bem!

Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – SEJUPE – da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul.

www.capuchinhosrs.org.br/sejupe

sejupe@ofmcaprs.org.br

Carta de Frei Óscar Vasquez OP, relatando a situação de Honduras


Asunto: Honduras/Dominicos

COMUNICADO DE LOS DOMINICOS HONDUREÑOS,

22 septiembre 2009


Hermanos de la Provincia [San Vicente Ferrer en Centroamérica]

Las hemanas y hermanos de la Familia Dominicana de San Pedro Sula (Honduras) estamos bien, a la expectativa de los acontecimientos en desarrollo.


En virtud de los acontecimientos recientes y de lo que sucede en estos minutos en el Territorio Nacional respecto de la violencia, represión y anulación de todas las garantías contitucionales e indivuales de los que nos encontramos en este país, les comunico algunos puntos importanes a tener encuenta:


1. Se están suspendiendo todas las formas y medios de comunicación en el territorio nacional, a fin de no informar nacional e internacionalmente lo que REALMENTE acontece en el país sobre los actos represivos ejecutados por el Gobierno-Militar de Facto. Esto implica: internet, radio, televisión y prensa escrita; como también la suspensión, boicoteo e intervencion de las líneas telefónicas.


2. Hay amenaza y denuncia pública por el gobierno de facto de suspender el fluido eléctrico en todo el territorio nacional.


3. Se han cancelado los vuelos nacionales e internacionales; están cerrados y miltarizados los aeropuertos del pais. Por ello la OEA y todos los organismos internacionales que tenían su arribo al país, lo han suspendido obligadamente.


4. El País están en un caos social y militarmente. Se están llevando acciones concretas por parte de la policía preventiva y el ejército, tales como: golpes, maltratos, detenciones, torturas, y ataques a intituciones de prensa, de derechos humanos, organizaciones y sindicatos, maestros, activistas campesinos, feministas, entre otros.También sigue vigente la orden de decretar a tod@s los ciudadanos: País Por Cárcel de manera indefinida. Como ejemplo les informo: Un estadio en Tegucigalpa está siendo inundado, hoy no a causa de un partido alienante de futbol, sino porque lo han convertido en una Prision para insurrectos y lugar de torturas para irreverentes en contra del golpe de estado miliatr y del gobierno de facto.


5. Debido a todo esto es muy probable que no pueda continuar facilitándoles algunos correos -como lo venía haciendo hace unas horas- para darse idea de la realidad que vivimos en el interior del país. Es probable también que no se puedan comunicar por medios telefónicos.


6. Finalmente, les invito a que hagan cirucular correos, pronunciamientos, llamados solidarios, acciones concretas y también comunicaciones vía telefónica a fin de generar una presión y apoyo internacional para que no avance más de lo que se está ejecutando esta represion en Honduras. Nosotros como Orden y como miembros de Institutos Religiosos, Coferencias de Religiosos y cercanos a las Jerarquías Eclesiales en nuestros Países estamos OBLIGADOS RESPONSABLEMENTE DESDE EL SEGUIMIENTO DE JESÚS Y SU EVANGELIO DE VIDA A NO SER INDIFERENTES A ESTA REALIDAD QUE NOS AFECTA A TOD@S .


SOY consciente de que no a todos nos afecta de la misma manera, y no todos vivimos y percibimos estos acontecimientos con el mismo impacto. Pero sí todos estamos comprometidos a proveer el apoyo y la comunicación con actitud profética, compasiva y solidaria para que los que tienen los medios y posibilidades de actuación inmediata lo realicen en Pro y defensa de la VIDA, LOS DERECHOS DE ESTE HERMANO PUEBLO.


ASÍ QUE NUEVAMENTE PIDO A NUESTRAS AUTORIDADES DE LA PROVINCIA, A LAS COMUNIDADES, A LAS COMISIONES DE LOS DISTINTOS SERVICIOS, PARTICULARMENTE AL COORDINADOR DE JUSTICIA Y PAZ A ESTAR ATENTOS Y EN CONSTANTE COMUNICACIÓN CON LA ORDEN EN EL MUNDO Y OTROS ORGANISMOS INTERNACIONALES PARA PROPICIAR LA TOMA DE POSTURA EN DEFENSA DE LOS DERECHOS HUMANOS EN HONDURAS.


*COMO NOTA APARTE: Una comisión religiosa mixta ha visitado Honduras en estos días. Y se encuentra en Tegucigalpa. Todavía no hemos constatado la información pero es muy probable que se encuentre participando de la misma nuestro hermano JIM BARNET. Favor los que tengan información al respecto faciliten alguna comunicación para también velar por su seguridad.


Saludos y abrazos....

Con atención.

...

Fr. Óscar Vásquez., op.
--
El Amor y la Verdad se encontrarán,

la Justicia y la Paz se abrazarán.

Salmo 85(84)

sábado, 26 de setembro de 2009

Celebrar São Francisco de Assis

O Dia do santo da Paz, da Ecologia, dos Pobres, deve ser um dia para assumir ou renovar nossos compromissos com a defesa da vida.

A Festa de São Francisco merece o mais belo hino de louvor. As criaturas nos convidam a louvar e bendizer o Deus criador e defensor da vida. E a realidade socioambiental nos desafia a transformar nosso hino de louvor em gestos concretos, exemplos que mobilizem e que desperte o ânimo da humanidade. São Francisco de Assis precisa estar presente na liturgia da vida. Pois, a melhor forma celebrarmos esta festa, para além do dia 4 de outubro, é ser presença franciscana no mundo de hoje. Ou seja, atualizar o carisma, o ideal de São Francisco.

O Dia do santo da Paz, da Ecologia, dos Pobres, deve ser um dia para assumir ou renovar nossos compromissos com a defesa da vida. Não temos o direito de celebrar ou falar em Francisco de Assis, se não assumirmos a atualidade de seu carisma e ideal de vida. Nossa identidade franciscana deve ter a força da minoridade sincera e da pobreza coerente, com a capacidade de envolver o mundo na defesa e promoção da Justiça, Paz e Ecologia.

Por isso, o SEJUPE – Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – da Província Capuchinha do Rio Grande do Sul convida a todos a encontrar uma forma diferente para celebrar a festa de São Francisco de Assis. Nosso santo quer estar nos santuários vivos, como queria que seu convento fosse o mundo. Ele quer caminhar entre os pobres e ser sinal de esperança. Quer poder celebrar com todas as criaturas os louvores ao Deus da vida. Francisco quer cantar seu hino revigorando as criaturas destruídas e degradadas pela ambição humana. Ele quer de volta a pureza da água, do ar, a saúde da mãe e irmã Terra e de todas as suas formas de vida.

Nesta festa de São Francisco de Assis não basta entoar o Cântico das Criaturas, é preciso preservar o hino que brotou do coração ecológico de Francisco. Cantar como e com São Francisco, significa preservar a natureza, respeitar a ordem natural criada por Deus. E igualmente, respeitar a dignidade humana que é dom de Deus.

O convite do SEJUPE é para que façamos algo a mais, além das celebrações, um gesto concreto na comunidade, realizando alguma obra de caráter socioambiental, de defesa da vida, de preservação da natureza (fontes, matas nativas, banhados e etc). Que seja um sinal visível que represente um chamado às pessoas. Que seja uma atividade que continue acontecendo e motivando as pessoas a agirem conjuntamente. Vale a criatividade, a sensibilidade de perceber as emergências da vida hoje.

Boa Festa de São Francisco de Assis.

SEJUPE – Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – Capuchinhos RS

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Chegou a Primavera!

Nestes dias o Hemisfério Sul celebra a chagada da Primavera, a estação das flores e da unimultiplicidade das cores da vida.
A Primavera sempre vem. Todos os anos ela vem desabrochar a vida, reflorescer os sonhos e acordar a esperança, embelezar e perfumar a convivência das pessoas e a natureza.
É como disse Che Guevara que “os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”.

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sábado, 19 de setembro de 2009

Hoje é o Dia Internacional de Limpeza das Águas

O dia 19 de Setembro ou o 3º (terceiro) final de semana deste mês é o Dia Mundial de Limpeza das Águas (International Clean Up Day). O objetivo maior é a limpeza de fontes, nascentes, mananciais, rios, mares e lagos em todo mundo. É uma data para pensar e agir em favor da recuperação e preservação de toda água no planeta. Podemos tomar atitudes concretas neste dia e sair a limpar as águas, seja um arroio, uma nascente, uma praia, enfim. Mas é preciso ter consciência de que devemos, em todos os dias do ano, em primeiro lugar, não sujar e se dedicar a limpar o que já está sujo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dia Internacional Contra as Monoculturas de Árvores


A partir de 2004, começando no Brasil, o dia 21 de setembro vem sendo celebrado como um dia de luta contra as monoculturas de árvores. Um “dia internacional” se refere a uma causa ou problema de amplitude global. E a exorbitante expansão das monoculturas de árvores já está causando impactos socioambientais de tal maneira que foi estabelecido um Dia Internacional para expor o problema no âmbito mundial. A data de 21 de setembro foi escolhida a partir de iniciativas no Brasil, onde o 21 de setembro já é celebrado o Dia da Árvore.

A data de 21 de setembro também coincide com o Dia Internacional da Paz, proclamado pela ONU. A luta contra as monoculturas de árvores também tem a ver com a luta pela Paz. Sabe-se perfeitamente o quanto as populações afetadas por essas monoculturas almejam a paz. Onde se desenvolveu monoculturas de árvores, junto com a biodiversidade, a paz também foi destruída.

Em muitos lugares do planeta vêm se intensificando os processos de monocultivo de árvores, destruindo a biodiversidade e prejudicando a produção de alimentos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, em nome do desenvolvimento econômico, vem sendo implantado um ambicioso projeto que visa garantir matéria prima para a indústria de celulose. Grandes corporações já estão instaladas no estado, dividindo as boas fatias das terras gaúchas para o plantio de árvores exóticas, principalmente eucaliptos, que depois abastecerão a indústria de celulose da qual mais de 95% servirão para exportação.

Pelas experiências que se tem em outras regiões, como por exemplo, no estado do Espírito Santo, as monoculturas de arvores e a indústria de celulose, além de criar sérios danos ambientais, causam problemas sociais e econômicos. Esta atividade provoca a concentração da terra, com a expulsão de agricultores e comunidades nativas, criando vazios populacionais e empobrecendo os municípios.

As monoculturas de árvores também criam dificuldades ainda maiores para a Reforma Agrária que pode ser uma alternativa de desenvolvimento e justiça social. E, em vez de gerar novos empregos, diminuem postos de trabalho. Trata-se de um modelo concentrador de capital e renda, de terra, água e outros recursos naturais. Como sabemos, no caso do Rio Grande do Sul, tem por objetivo produzir para a exportação, contribuindo muito pouco com os municípios e o Estado. E depois de 14 anos, duas safras de eucaliptos, estas empresas vão nos deixar de herança as terras devastadas, viradas em tocos, sem rios, sem fauna e flora nativas, ou seja, sem vida.

Em defesa da vida, da biodiversidade e da produção de alimentos, é preciso lutar contra as monoculturas de árvores.

Acampamento Farroupilha e Acampamento dos Farrapos

Quando se ouve falar em “acampamento farroupilha”, não se tem dúvida de que se trata de um período específico em que grupos tradicionalistas se acampam em parques e praças para cultuar algumas das tradições que fazem parte da vida e da história do Rio Grande do Sul. É a chamada Semana Farroupilha dedicada ao resgate histórico de alguns elementos e fatos da Revolução Farroupilha e às homenagens póstumas para alguns de seus personagens. Enfim, no Rio Grande do Sul, praticamente todos sabemos como é este período próximo ao dia 20 de setembro. Todos os anos têm o Acampamento Farroupilha.

Na verdade, o Acampamento Farroupilha é uma experiência diferente do cotidiano da maioria absoluta do povo gaúcho. E revive um modo de vida que talvez não tenha sido experimentado por uma grande parte das gerações passadas. O modo de vida simples, campeiro está associado ao trabalho. É um cotidiano de lida no campo. Mas, quem faz esses acampamentos hoje em dia, simplesmente passam lá um tempo de férias e farras e não necessariamente revivem a vida simples de trabalho no campo. Contudo, enfim, o Acampamento Farroupilha tem o seu valor, porque ajuda a preservar certos costumes e resgatar alguns valores e princípios da vida do povo gaúcho. Além disso, o Acampamento Farroupilha também contribui para o exercício de relações fraternas entre as pessoas.


Mas, já que se fala em acampamento, precisamos lembrar que em nosso Estado também tem o “Acampamento dos Farrapos”. Sabemos que o termo farrapo era, inicialmente, pejorativo. Para deslegitimar a causa do movimento republicano, os imperiais procuravam desprezá-los e deprimi-los como pessoas, aplicando neles a alcunha de farrapos. Hoje não é diferente. Quando as classes mais pobres se organizam e lutam por seus direitos, também recebem denominações deprimentes. É o caso bem próprio hoje dos trabalhadores Sem Terra.



O Movimento dos Sem Terra reúne pessoas marginalizadas, oprimidas e resgata nelas a dignidade e o encorajamento para lutarem por seus direitos e alcançar uma vida digna. Mas, aqueles que se sentem “ameaçados”, que tem medo da justiça e da igualdade e não querem perder seus privilégios, eles também procuram deprimir a imagem de quem luta por seus direitos. É muito comum os pobres organizados, seja na luta por trabalho, emprego, terra, educação, saúde, moradia, questão de gênero ou étnica, serem tratados por termos pejorativos, como por exemplo, “vagabundos e baderneiros”. É uma forma que as elites encontram para deslegitimar a causa dos movimentos populares. A mídia e, infelizmente, alguns setores da educação, da religião e da cultura contribuem muito para isso e viram instrumentos de desrespeito.


Os Povos Indígenas sofreram muito este tipo de preconceito. Até as gerações de hoje, foram educadas numa tremenda campanha contra os Índios. Da mesma forma os Afrodescendentes, sempre tiveram seu modo de vida, sua cultura e religiosidade depreciada como uma tentativa de deslegitimar suas lutas por liberdade, igualdade e inclusão na vida social. Enfim, os pobres, de todas as etnias, na sociedade brasileira passam por isso, especialmente quando se organizam para combater a discriminação e as injustiças.


Podemos dizer que os farrapos de hoje não estão nos CTGs e tão pouco nos acampamentos farroupilhas. Eles estão acampados, sim, mas na beira de estradas. São os Sem Terra e os Índios, que não tem para onde ir. Os Negros nos quilombos, com suas terras reduzidas pela ambição e sempre à espera que a sociedade os respeite verdadeiramente.


O Brasil é uma nação rica, mas esquece que sua riqueza foi extraída e construída sob as terras dos Povos Indígenas e com o suor dos Afrodescendentes. Nossa sociedade também esquece que os pobres que clamam por terra e trabalho, são herdeiros de uma Pampa pobre e explorada. Onde alguns se apropriaram das terras, do ouro e da prata e agora se arrogam donos do que roubaram, desprezam os pobres e desqualificam suas lutas e seus objetivos, tal e qual faziam os imperialistas contra os farrapos.


Talvez um dia, nosso Estado e nosso País possam celebrar a conquista dos ideais dos Índios, Negros, Sem Terra, Sem Teto, Jovens, Mulheres e de todos que clamam por “Liberdade, Igualdade e Humanidade”, como ostenta a Bandeira Republicana do Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio - 16 de setembro

O Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio é comemorado em 16 de setembro por ser a data do aniversário da ratificação do Protocolo de Montreal, ocorrido em 1987. Hoje quase todos os países do mundo já assinaram o acordo, que tem por objetivo promover a redução e a proibição de substâncias que destroem a camada de ozônio, como, por exemplo, os gases CFC (Cloro-Fluor-Carbonetos). Um dos componentes destas substâncias é o cloro, que ataca e destrói o ozônio na estratosfera. O gás clorofluorcarbono (CFC), conhecido desde 1928, é tido como o principal vilão do aumento gradativo do buraco na camada de ozônio. Ao ser liberado em excesso, ele “fura” o escudo protetor - que é a camada de ozônio - e deixa os raios ultra-violetas do sol alcançar a superfície da Terra. Uma única molécula de CFC pode destruir até cem mil moléculas de ozônio.

O ozônio é um gás atmosférico azul-escuro e se concentra na estratosfera do planeta, que é uma região situada entre 20 e até 40 km de altitude. Tem-se a impressão de que é bastante pequena a diferença entre o ozônio e o oxigênio. Pois, esta diferenciação se resume a apenas um átomo. Enquanto uma molécula de oxigênio possui dois átomos, uma molécula de ozônio possui três. E esta pequena diferença é fundamental para a manutenção de todas as formas de vida na Terra. A natureza, cheia de sabedoria, protegeu a nossa casa, o planeta Terra, com a camada de ozônio. Esta camada é como um escudo que nos protege dos raios ultra-violetas. É sabido por praticamente a maioria das pessoas que o câncer de pele, uma das doenças que mais mata atualmente no mundo, é consequência da exposição da pele humana a esses raios.

Proteger a camada de ozônio, é proteger o ser humano, é garantir a vida na Terra. A natureza é muito sábia, ao criar a camada protetora dos raios solares que são nocivos à vida. Agora, cabe a nós humanos também sermos sábios e preservar a proteção que a natureza nos criou. É simples, basta seguir o que acordamos no Protocolo de Montreal. Mas para isso, é preciso colocar a vida em primeiro lugar e não o lucro.

Nossos sistemas de produção são bastante atrasados e perversos. Primeiro são jogadas na atmosfera as substâncias que destroem a camada de ozônio, como, por exemplo, os gases CFC. Depois, as indústrias produzem os protetores solares para a pele humana, que também são produtos químicos e que de alguma forma interferem a vida natural. E, além do mais, nos preocupamos em proteger nossa própria pele, esquecendo que é necessário proteger todas as formas de vida.

O câncer de pele, como já mencionamos, é a doença mais lembrada pelos médicos, por consequência dos raios solares, no caso, a radiação ultra-violeta (UV). Mas o problema não é somente o que aparece na pela humana. Esses raios têm efeitos indesejáveis na visão das pessoas, podendo provocar catarata. E também tem influência negativa no DNA das células, diminuindo as defesas naturais do organismo.

Portanto, a solução não é usar protetor solar, que mais serve para engordar o lucro das indústrias. Temos que ter consciência de que é preciso preservar a ordem natural das coisas. Ou seja, se a natureza, por sua sabedoria, criou a camada protetora de ozônio, não podemos permitir que a ignorância da espécie humana a destrua.

Que o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, 16 de setembro, sirva para refletirmos sobre nosso modo de vida, nossa relação com a natureza.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não conheço deus patrão


Respeito muito quem cultua as tradições gaúchas e procura se apresentar numa estampa que identifica sua procedência, sua terra, suas raízes. Eu tenho o meu jeito de ser gaúcho. Sou gaúcho sem paramento ou pilcha, simplesmente paisano do sul. E meu vocabulário gaúcho é muito modesto e jamais alcançaria o nível dos CTGs. Teria muita dificuldade, por exemplo, de me pronunciar num CTG. Mas como aprendi de meu pai que o gaúcho verdadeiro é um ser muito respeitoso, então me atrevo a conversar com gaúchos e gaúchas de qualquer querência. Sei que o modo respeitoso do bom gaúcho, sua altaneira característica de cordialidade me permite falar no meu jeito normal, sem usar de hipocrisia. E por isso quero explicar aos amigos tradicionalistas a razão de não chamar Deus de patrão, como sugere a liturgia da Missa Crioula.


No início da Semana Farroupilha deste ano, tive a oportunidade de presidir uma Missa Crioula e me admirei com a beleza da poesia e o fervor da fé presentes na liturgia tradicionalista. Sem jamais querer causar ressentimentos ou ofender a fé e a devoção “crioula”, procurei substituir algumas palavras da liturgia. Mas o que mais causou interrogações foi sobre a substituição da palavra patrão por pai. Onde a liturgia sugeria evocar Deus como patrão, procurei usar outra palavra, como por exemplo, pai. Afinal, não conheço o deus patrão.


Como posso evocar um deus que não conheço? Não conheço o deus patrão. Por isso não o evoco. Não posso chamar um deus que não existe na minha fé, um deus que não habita na mesma querência de Jesus Cristo. Um deus estranho. Seria um ídolo? Evocar ou anunciar este deus, me parece ser idolatria.


Mas, alguém poderia me dizer que o apóstolo Paulo, em Atenas, quando percebeu a inscrição “Ao Deus Desconhecido”, disse que ali estava para falar deste Deus. Mas o Deus que Paulo comunicou foi o Deus de Jesus Cristo que se havia revelado a ele. Era, portanto, conhecido de Paulo, era o Deus de sua fé. Paulo deu nome ao desconhecido e o revelou. Por isso, na Missa Crioula, onde se refere a Deus como patrão, sendo uma forma estranha de chamar Deus, é coerente que isto seja modificado. Continuar chamando Deus de patrão é torna-lo estranho e longe dos nossos corações.


Não foi um patrão que me apresentou Deus. O Deus da minha fé me foi revelado por meu pai, minha mãe, irmãos, irmãs e companheiros, companheiras de caminhada. Por isso, para mim, Deus é pai, mãe, Deus é companheiro e se fez nosso irmão. Também entendo que não é para todas as pessoas que a palavra pai revela a verdadeira imagem de Deus. Chamo Deus de pai, porque meu pai também me revelou Deus. Mas sei que para quem não teve um bom pai ou o pai foi sempre ausente, não é agradável chamar Deus de pai. Acredito, portanto, que a relação com Deus, sempre com simbolismos, tem tudo a ver com a história de cada pessoa, de cada do povo e das diferentes culturas.


E olhando para a história do povo gaúcho e para a vida cotidiana das populações, culturas, etnias que compõe o Estado do Rio Grande do Sul, me parece que não é normal chamar Deus de patrão. Entendo que evocar o nome de Deus como patrão, numa terra onde o patrão manda e castiga, explora e oprime o peão, é uma ofensa ao Deus libertador, criador e defensor da vida. Chamar Deus de patrão ofende a Jesus Cristo que veio revelar o Pai de bondade, que veio anunciar o Reino de Deus como um reino de justiça e igualdade. Para começar, a palavra patrão ofende a bandeira do Rio Grande do Sul, que prega a igualdade. Imagina o tamanho da ofensa ao chamar Deus de patrão.


Pilato Pereira

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro

Para mim o dia 11 de setembro tem muito significado.

Por graça de Deus, escolhi para a minha vida o caminho de São Francisco de Assis. Mesmo sem saber que poderia ser franciscano e tão pouco sem ter conhecimento do que é a vida franciscana, escolhi ser frade franciscano capuchinho. E quando procurei a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, me disseram que era uma ordem franciscana e que cultivava os valores e o carisma de São Francisco de Assis. E, entre tantas coisas importantes que aconteceu na minha vida por conta de estar na fraternidade capuchinha, o que mais me faz agradecer a Deus, é o que pude conhecer da vida de São Francisco de Assis. O que conheci por palavras, por discursos, pelos livros e, sobre tudo, pelos bons exemplos de seguidores e seguidoras de São Francisco e Santa Clara de Assis.

No dia 22 de janeiro do ano de 2000, juntamente com outros noviços, fiz os primeiros votos. Mas a confirmação definitiva e solene do compromisso franciscano foi no dia 11 de setembro de 2004. Nesta data, juntamente com freis Alcides, Alexandre e Mauri, fiz minha profissão solene, os votos perpétuos. E escolhemos como lema a frase: “Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa Paz”. E era o dia 11 de setembro.

Na data em que assumimos publicamente viver a vida a exemplo de São Francisco era para toda a humanidade um dia simbólico por causa de outros dois acontecimentos que marcaram a vida de muitas pessoas. No dia 11 de setembro de 1973, o terror da ditadura militar invadiu o sonho e a liberdade de uma grande nação. No Chile um golpe militar patrocinado pelos EUA derrubou o governo de Salvador Allende, que, após três derrotas, em 1970, havia vencido as eleições.

As torres da esperança foram derrubas no Chile, com mais de 30 mil mortes e uma trajetória de dor e sofrimento, com prisões, torturas, pessoas desaparecidas e mortas. O verdadeiro terror quis assombrar a vida de um povo e conseguiu também atentar contra a liberdade de um continente inteiro.

Com igual condolência, o sentimento de humanidade nos faz lamentar o atentado ocorrido nos EUA no dia 11 de setembro de 2001. Desta vez foram 3 mil vítimas de um ato de terror que fez o povo estadunidense sentir o quando dói o terrorismo que seus governos já praticaram ou patrocinaram em muitas partes do mundo.

Nem o povo dos Estados Unidos, como também o povo do Chile e nenhum outro povo mereciam passar pela experiência de terrorismo e da violação da liberdade. E sabemos que no mundo o terror tem muitas faces. Ele se veste de fardas (e de terno e gravata), se alimenta de pólvora (e de dólares) e mata de fome, rouba o pão e a liberdade, aprisiona corpos e tortura corações e mentes.

Este terror chamado capitalismo que muda sua caricatura e por mais que se apresente diferente, é sempre caricato. E foi contra este sistema que pedi graça de poder ser instrumento de paz. Para mim a celebração dos votos perpétuos, no dia 11 de setembro de 2004, na Comunidade São Pio X, no bairro Mathias Velho, em Canoas, foi um comprometimento sincero com a paz que é fruto da justiça, do amor e da solidariedade; a paz que se expressa na ternura e no respeito para com todas as formas de vida: os seres humanos e a natureza.

E o dia 11 de setembro é para mim a data que confirmei o seguimento a Jesus Cristo a exemplo de São Francisco e Santa Clara de Assis. Franciscanizei o meu Batismo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Dia da Amazônia


No dia 5 de setembro comemora-se o dia da Amazônia. A extensão da Floresta Amazônica abrange os estados brasileiros do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão e parte do Mato Grosso. Mas a Amazônia vai além do território brasileiro. Ela também se expande para outros países da América do Sul, como: Venezuela, Guianas, Suriname, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. É um bioma transnacional, cuja preservação depende de todos os governos e sociedades de abrangência do território amazônico.


Toda a área da Amazônia corresponde a dois quintos da América do Sul e, praticamente, a metade do território brasileiro. Sabemos da grandiosidade da Floresta Amazônica em termos de extensão, mas ela também é grande, rica e impressionante em minerais, espécies vegetais, animais e reservas de água doce, por conta do grande volume de água dos seus rios.


Um dado muito significativo, é que na Amazônia estão um quinto das águas doces do mundo. É, portanto, a maior bacia hidrográfica do planeta, com extensão de sete milhões de quilômetros. Os principais rios que formam a bacia são, além do Amazonas, os seus afluentes: Negro, Trombetas e Japurá, à esquerda; e Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá, na margem direita.


A Floresta Amazônica tem uma importância significativa para a normalidade da vida no planeta Terra. Ao absorverem carbono, por exemplo, suas árvores contribuem para o equilíbrio do clima mundial. Tudo isso mais a variedade de solos, altas temperaturas e muita chuva faz com que a Amazônia seja um ecossistema auto-sustentável, isto é, capaz de se manter com seus próprios recursos.


Com beleza tão exuberante e com tantas riquezas naturais, a Amazônia também tem a sua limitação e fragilidade que o ser humano precisa saber e respeitar. O solo do território amazônico tem baixa fertilidade. É apenas uma pequena camada muito superficial que é fértil para o cultivo. Cuja fertilidade persiste por pouco tempo, não mais que um ano de manejo. Por isso não adianta derrubar suas árvores para investir na agricultura e pecuária, como alguns políticos e empresários malucos e ambiciosos estão fazendo. Pois, sem a cobertura vegetal para proteger, a água da chuva carrega todos os nutrientes do solo e o torna extremamente pobre. É da própria natureza que o solo amazônico esteja apenas para a floresta e para quem souber conviver com ela.


Se a humanidade quer se servir da Amazônia, deverá deixá-la em paz. Os desmatamentos e disputas pelo domínio de suas terras, a caça e a pesca sem controle e o contrabando de animais e de plantas, são ações criminosas que ameaçam a sobrevivência da floresta. A intervenção equivocada do ser humano na Floresta Amazônica impede a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. Se deixarmos a floresta em paz, ela nos trará a paz.


Frei Pilato Pereira

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Novo horário do Vida no Sul

Atenção novo horário do Vida no Sul!

Programa “Vida no Sul” é nesse sábado (05/09) às 22h15min e no domingo (06/09) também às 22h 15min, na TV APARECIDA. Assistam!

O programa VIDA NO SUL tem o objetivo de levar até você telespectador as mais diversas culturas do Sul do Brasil. O tema desse final de semana é MEIO AMBIENTE. Mostrará as mais diversas problemáticas do aquecimento global e o que você pode fazer para ajudar e reverter esse quadro. E como sempre, o programa terá apresentação de diversos estilos musicais do sul do país.

Canais:

Região Metropolitana e grandes cidades, sinal aberto: 59

SKY – canal 28
TV a Cabo;12

Parabólica: 30 ou acesse www.tvaparecida.com.br (instruções)

Patrocínio: Eletrobras/Itaipú Binacional

Apoio:Governo Federal/Ministério da Cultura/IPHAN

Realização: Instituto Cultural Padre Josimo

institutopadrejosimo@hotmail.com

vidanosul@tvaparecida.com.br ou

vidanosul@yahoo.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Grito dos Excluídos


O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. que no dia sete de setembro (no Brasil) e no dia 12 de outubro em toda a América, há 11 anos, mobiliza milhões de pessoas.


O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.


O Grito dos Excluídos nasceu de duas fontes. Uma teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema - Eras tu, Senhor - abordava o tema Fraternidade e Excluídos.


Grito dos Excluídos também tem como fonte a necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema Brasil, alternativas e protagonistas.


O Grito dos Excluídos é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e organizações.


Leia mais: www.gritodosexcluidos.org

www.gritodosexcluidos.com.br

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