sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dia Internacional Contra as Monoculturas de Árvores


A partir de 2004, começando no Brasil, o dia 21 de setembro vem sendo celebrado como um dia de luta contra as monoculturas de árvores. Um “dia internacional” se refere a uma causa ou problema de amplitude global. E a exorbitante expansão das monoculturas de árvores já está causando impactos socioambientais de tal maneira que foi estabelecido um Dia Internacional para expor o problema no âmbito mundial. A data de 21 de setembro foi escolhida a partir de iniciativas no Brasil, onde o 21 de setembro já é celebrado o Dia da Árvore.

A data de 21 de setembro também coincide com o Dia Internacional da Paz, proclamado pela ONU. A luta contra as monoculturas de árvores também tem a ver com a luta pela Paz. Sabe-se perfeitamente o quanto as populações afetadas por essas monoculturas almejam a paz. Onde se desenvolveu monoculturas de árvores, junto com a biodiversidade, a paz também foi destruída.

Em muitos lugares do planeta vêm se intensificando os processos de monocultivo de árvores, destruindo a biodiversidade e prejudicando a produção de alimentos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, em nome do desenvolvimento econômico, vem sendo implantado um ambicioso projeto que visa garantir matéria prima para a indústria de celulose. Grandes corporações já estão instaladas no estado, dividindo as boas fatias das terras gaúchas para o plantio de árvores exóticas, principalmente eucaliptos, que depois abastecerão a indústria de celulose da qual mais de 95% servirão para exportação.

Pelas experiências que se tem em outras regiões, como por exemplo, no estado do Espírito Santo, as monoculturas de arvores e a indústria de celulose, além de criar sérios danos ambientais, causam problemas sociais e econômicos. Esta atividade provoca a concentração da terra, com a expulsão de agricultores e comunidades nativas, criando vazios populacionais e empobrecendo os municípios.

As monoculturas de árvores também criam dificuldades ainda maiores para a Reforma Agrária que pode ser uma alternativa de desenvolvimento e justiça social. E, em vez de gerar novos empregos, diminuem postos de trabalho. Trata-se de um modelo concentrador de capital e renda, de terra, água e outros recursos naturais. Como sabemos, no caso do Rio Grande do Sul, tem por objetivo produzir para a exportação, contribuindo muito pouco com os municípios e o Estado. E depois de 14 anos, duas safras de eucaliptos, estas empresas vão nos deixar de herança as terras devastadas, viradas em tocos, sem rios, sem fauna e flora nativas, ou seja, sem vida.

Em defesa da vida, da biodiversidade e da produção de alimentos, é preciso lutar contra as monoculturas de árvores.

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