sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Primavera sempre volta

Assim como o Verão, o Inverno e o Outono, a Primavera sempre volta, sem nunca ter nos deixado. Como o Sol que surge no horizonte, se alastra e depois se põe e no dia seguinte, mesmo as escondidas, lá está ele novamente cumprindo seu ritual de nascer e morrer, sem nunca deixar de viver. Assim é a vida. As flores que agora são flores virão a ser frutos e os frutos alimentam outros seres e guardam suas sementes que morrem para gerar vida que floresce. E quanto mais nos detemos a observar e compreender os mistérios da natureza, mais nos envolvemos em mistérios que se revelam e velam verdades tantas. Existem paisagens belas que são reveladas pela luz do dia e outras, igualmente belas, ganham forma através da noite. E o que noite esconde, o dia desvela e o que o dia desfaz, a noite refaz.
Setembro está quase de partida, mas nos deixa, aqui no hemisfério Sul, de presente, a Primavera, a estação das flores e da unimultiplicidade das cores da vida. Bem-vinda a Primavera, ela que sempre vem prenunciada pelo majestoso canto do Sabiá, que anuncia o cio da terra.
Como disse Che Guevara: “podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a Primavera”. Pois, todos os anos ela vem desabrochar a vida, reflorescer os sonhos e acordar a esperança, embelezar e perfumar a convivência das pessoas e a natureza. A Primavera exibe as cores da vida. Ela expõe um espetáculo que não é somente seu, mas a sua missão é exibir a vida em forma de flores. Mas, para que existam flores na Primavera, é preciso o calor do Verão, a transição do Outono e o frio do Inverno. Tudo depende de tudo e tudo está interligado com tudo. O capricho da natureza, muitas vezes desconhecido durante as outras estações, resulta na beleza da Primavera. Quando nos encantamos com as flores desta estação, é bom reconhecer o quanto foi importante o clima regular das outras estações. Não haveria Primavera se não fosse o Inverno. Quando reclamávamos daqueles dias frios que só se saia de casa por extrema precisão, a natureza silenciosamente se servia daquele clima para nutrir a vida. E agora, com toda eloquência, a Primavera canta a poesia da vida.
A Primavera é mesmo fascinante. Sua missão é revelar a beleza da vida que, por vezes, passa despercebida. E quando a Primavera nos diz que a vida é linda e nós humanos compreendemos a sua poesia, a vida realmente se torna melhor. Também externamos as nossas cores. Cores de sentimentos, desejos, pensamentos, ideias, ideologias, crenças e filosofias. As cores que pintamos e vestimos e também as cores de bandeiras que erguemos. E quando essas bandeiras pregam paz, justiça e dignidade, elas movem o mundo porque expressam nossa humanidade. E as flores na Primavera expressam a beleza que o tempo todo está na essência da vida.
Pilato Pereira

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Caminhada Ecológica cancelada por excesso de chuvas

Paz e Bem!
A Diocese Meridional tinha programado uma Caminhada Ecológica de encerramento da Semana Franciscana para o dia 11 de outubro, próximo sábado, em Santo Antônio da Patrulha e Caraá, mas a mesma foi cancelada por causa do excesso de chuvas. 
As comunidades da Missão do Advento, na Quebrada do Rio dos Sinos, município de Caraá, do Ponto Missionário Emanuel e da Paróquia São Mateus, de Santo Antônio da Patrulha, estavam mobilizadas para receber os participantes desta caminhada e repetir o ótimo encontro ocorrido em 2014. Mas, esse momento de espiritualidade e consciência ecológica fica para uma outra oportunidade. 
Informando o cancelamento da Caminhada Ecológica nesta data, agradecemos a acolhida e apoio manifestado pelas comunidades de Caraá e Sto. Antônio, também anunciamos que possivelmente, seja agendada nova data para uma atividade em alusão ao tema do meio ambiente no local onde estava previsto o evento de sábado. 

Abraços fraternos do Movimento Francisclariano e TSSF da Diocese Meridional.

domingo, 6 de setembro de 2015

Grito dos Excluídos 2015

A 21ª edição do Grito dos Excluídos, em 2015, tem como lema: "Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?"

Em Porto Alegre, terá um ato no dia 7 de setembro, a partir das 9h00.
- Concentração na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 155 (em frente ao CTG da Azenha).
- Abertura e mística.
- Interação com o povo do Acampamento Farroupilha e do desfile militar. 

Clique na imagem para ampliar e ver co cartaz do 21º Grito dos Excluídos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

'Laudato si': a íntegra e um "guia" para a leitura da Encíclica

No dia de hoje foi lançada, oficialmente, a Carta Encíclica Laudato Si' do Santo Padre Francisco sobre o cuidado da casa comum.

Para ler a íntegra do texto, em português, clique aqui.

Também pode ser visto, clicando aqui, um vídeo, de 6min18s, de divulgação da encíclica.

Um vídeo, em tom humorístico, sob o título Papa Francisco na Encíclica: a batalha heroica contra a mudança climática, pode ser visto clicando aqui.

Clique AQUI para ler um guia de leitura do texto, divulgado por Radio Vaticano, 18-06-2015 e publicado no IHU Unisinos

"Laudato si": Francisco dá voz a "clamor dos pobres" e fala em "dívida ecológica"

Encíclica liga preocupações ambientais à justiça social a nível global

Cidade do Vaticano, 18 jun 2015 (Ecclesia) - O Papa afirma na sua nova encíclica, divulgada hoje, que as preocupações ecológicas têm de estar ligadas à promoção de uma maior justiça social a nível global.

“Uma verdadeira abordagem ecológica torna-se sempre uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”, escreve Francisco, num texto intitulado ‘Laudato si. Sobre o cuidado da casa comum’.

O Papa dá voz aos pobres de hoje, “que poucos anos têm para viver nesta terra e não podem continuar a esperar”.

A encíclica pede uma maior “ética” nas relações internacionais e fala numa “dívida ecológica”, particularmente entre o Norte e o Sul, que exige respostas de “solidariedade” numa “opção preferencial pelos mais pobres”.

“É necessário que os países desenvolvidos contribuam para resolver esta dívida, limitando significativamente o consumo de energia não renovável e fornecendo recursos aos países mais necessitados”, apela.

O Papa refere que os países em vias de desenvolvimento, “onde se encontram as reservas mais importantes da biosfera”, continuam a alimentar o progresso dos países mais ricos.

Nesse sentido, alerta para a “deterioração do mundo e da qualidade de vida de grande parte da humanidade”, que afeta de modo especial “os mais frágeis do planeta”.

“Já se ultrapassaram certos limites máximos de exploração do planeta, sem termos resolvido o problema da pobreza”, alerta.

É necessário que os países desenvolvidos contribuam para resolver esta dívida
Francisco recorda que milhões de seres humanos se “arrastam numa miséria degradante”, enquanto outros “não sabem sequer que fazer ao que têm”, concluindo, por isso, que “o crescimento nos últimos dois séculos não significou, em todos os seus aspetos, um verdadeiro progresso integral”.

O novo documento observa que o aquecimento causado pelo “enorme consumo” de alguns países ricos tem repercussões nos lugares mais pobres da terra, especialmente na África.

“Chegou a hora de aceitar um certo decréscimo do consumo nalgumas partes do mundo, fornecendo recursos para que se possa crescer de forma saudável noutras partes”, defende.

A este respeito, Francisco recorda os problemas ligados à poluição da água e às doenças que lhe estão relacionadas, “um fator significativo de sofrimento e mortalidade infantil”.

A situação afeta particularmente os mais pobres, que não têm “possibilidades de comprar água engarrafada”, o que pode ser agravado pela “tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado”.

“Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável”, escreve o Papa.

A encíclica conclui-se com duas orações redigidas por Francisco, numa das quais se reza pelos “donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo”.

Publicado por Agência Ecclesia em 18 de Junho de 2015, às 11:40

"Louvado Seja", a Encíclica Verde do Papa Francisco

Ecologia integral. A grande novidade da Laudato Si'. "Nem a ONU produziu um texto desta natureza''. Entrevista especial com Leonardo Boff

O conceito de ecologia integral é "o ponto central da construção teórica e prática da Laudato Si". Receio que ela não seja entendida pela grande maioria, colonizada mentalmente apenas pelo discurso antropocêntrico de ambientalismo, dominante nos meios de comunicação social e infelizmente nos discursos oficiais dos governos e das instituições internacionais como a ONU. Como o novo paradigma sugere, todos formamos um grande e complexo todo", afirma o teólogo e escritor.

"A visão da ecologia integral é sistêmica, integra  todas as coisas num grande todo dentro no qual nos movemos e somos. Deste nexo de relação de todos com todos, o Papa o faz derivar de um dado teológico. Deus-Trindade é por essência relação eterna e simultânea entre as três divinas Pessoas. Se Deus-Trindade é relação, então tudo no universo é também relação", comenta Leonardo Boff ao analisar, em entrevista concedida à IHU On-Line por email, a Carta Encíclica Laudato Si' de Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum, publicada na manhã de hoje, 18-06-2015.

Segundo o teólogo, para o Papa Francisco, "não vale o motto norte-americano: um só mundo - um só império. Mas um só mundo e um só projeto comum".

Leonardo Boff ressalta que o "Papa assume a metodologia que ele mesmo fez incluir explicitamente no documento de Aparecida: ver, julgar, agir e celebrar. Este método tem a vantagem de partir sempre de baixo, das realidades concretas, dos desafios reais e não de doutrinas a partir das quais se fazem deduções, geralmente abstratas e pouco mordentes quando referidas aos temas suscitados".

E lembra uma frase de São Tomás de Aquino: "um erro no conhecimento do mundo pode nos induzir a um erro no conhecimento de Deus. Tudo está em relação. As ciências a seu modo servem ao Senhor de todas as coisas".

"O valor desta encíclica - continua - não se mede apenas por aquilo que ela propõe, mas pelo ensinamento dos demais bispos espalhados pelo mundo inteiro. Isso também constitui uma novidade deste pontificado, em tantos pontos tão inovador e surpreendente".

E conclui lembrando "a frase humorística de Chesterton: estamos todos no mesmo barco e todos estamos enjoados. Todos não. Seguramente não o Papa Francisco". 

Leonardo Boff é teólogo, filósofo e autor de uma imensa obra sobre temas ambientais. Desta obra, citamos Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres, recentemente reeditada.

Confira a entrevista completa no site IHU Unisinos

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Projeto “Teresópolis Eco Criança” no Dia das Mães

O domingo, 10 de maio, dia das Mães, na Paróquia da Ascensão, foi marcado pelo segundo encontro do projeto “Teresópolis Eco Criança”. Além das atividades de educação ambiental, as crianças participantes do projeto também fizeram um homenagem para suas mães. O grupo de crianças passou a tarde aprendendo e desenvolvendo ações educativas de como cuidar melhor da mãe natureza. E para coroar o encontro, fizeram com as próprias mãos, em material reciclado, uma flor para as mães, que também receberam um diploma dos filhos.
Como foi uma tarde chuvosa, a maioria das atividades aconteceram no salão paroquial, mas com alguns momentos sem chuva, também ocorreram ações em ar livre. E a homenagem para as mães foram no templo.
Logo em breve será divulgado a data do próximo encontro. O projeto “Teresópolis Eco Criança” é realizado em parceria pela Paróquia da Ascensão com a Pró-Bioma e conta com o patrocínio da Livraria Plimque e WestSide Curso de inglês e a participação de oficineiros e educadores ambientais voluntários.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Encontro Francisclariano

No dia 25 de abril, a Paróquia da Ascensão acolheu o encontro do Movimento Francisclariano e Terceira Ordem da Sociedade de São Francisco (TSSF), com a presença dos animadores da Ordem no Brasil Barbara Baumgarten e David Catron e o do bispo diocesano, Dom Humberto. 
Na ocasião foi planejado a participação no retiro nacional da Ordem e as atividades da Diocese Meridional, como Tempo para a Criação e Semana Franciscana. Também ocorreu a acolhida do postulante Pilato Pereira como Noviço da TSSF. 
Os irmãos e irmãs presentes avaliaram que o movimento inclui a presença de Santa Clara de Assis. Por isso, ficou definido com o nome de Movimento Francisclariano e segue sua caminhada em sintonia e apoio mútuo com a TSSF - Terceira Ordem da Sociedade de São Francisco.

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