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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Semana da Paz 2012 no “Espirito de Assis”


Em Favor da Paz! Contra Mercantilização da Vida
Em 27 de outubro de 1986, 130 responsáveis das principais religiões do mundo se encontraram em Assis/Itália para rezar pela paz e proclamar que a religião nunca deve se tonar motivo de conflito, ódio e violência.
Desde esse dia, a cidade onde nasceu Francisco de Assis, tornou-se para todo o mundo e para todas as religiões um apelo à verdadeira Paz. Bem expressados nas palavras de João Paulo II: “Continuemos a difundir a mensagem da Paz. Continuemos a viver o espirito de Assis”.
Em compromisso com esse “Espirito Profético de Assis” franciscanos e franciscanas procuram atualizar essa proposta de Paz nos dias de hoje nos lugares onde se encontram.
Por isso, convidamos a quem se sente parte da Família Franciscana ou se considera simpatizante do ideal de Francisco de Assis e Clara de Assis a promover ações/ atividades que nos remetam a Justiça Ambiental, em ocasião do dia 27 de Outubro.
O tema da Semana da Paz 2012: Em Favor da Paz! Contra Mercantilização da Vida
Continuando o compromisso que firmamos na Rio+20 com os Franciscan@s do mundo presentes na Conferencia, seguimos com o tema Justiça Ambiental na ocasião da memoria do “Espirito de Assis”
Direitos básicos como saúde, educação, cultura, moradia entre outros, há tempos já não são mais direitos e sim mercadorias. Ter acesso a esses serviços com alguma qualidade significa ter que pagar. O que acaba excluindo grande parte da população.
Nessa semana da Paz queremos chamar a atenção a outros bens, que por direito são públicos, mas que, também já começam a se tornar mercadorias.
Queremos vivenciar uma ação comum e sintonizada, em Favor da Paz e contra todo o processo que mercantiliza a vida no planeta. Convidamos que você, na sua localidade realize alguma ação para lembrar o “Espírito de Assis” e dar visibilidade ao nosso compromisso francisclariano pela construção da fraternidade universal.
Leia mais nos sites do Sinfrajue e Sefras

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Paz e Bem, Irmão Francisco


Meu caro irmão, Francisco de Assis, neste dia em que a humanidade celebra teu nome e tua vida, te saúdo com ternura e bem querer. Oito séculos separam os nossos dias atuais do tempo em que tu foste peregrino nas ruas de Assis e forasteiro neste mundo. Hoje quero te saudar pelo dia em que a Terra e o Céu celebram tua vida testemunhada no amor aos pobres e a natureza - este extraordinário legado que nos deixaste e que se preserva ao longo dos séculos, chegando a te considerar o homem do milênio.
Entendo que não queira nenhum tipo de honrarias, mas este dia podemos celebrar em honra de Franciscos e Claras, irmãos e irmãs de todas as formas de vida. Celebramos esta data como o dia de Sábado da Criação, entoando nos gestos, nas palavras, nas ações e nos silêncios, o teu Cântico ao Senhor Irmão Sol. Hoje podemos celebrar em honra de toda a criação de Deus. Pois, tu és o irmão universal, o santo da ecologia, da paz e da ternura. O pobrezinho de Assis que mostrou ao mundo que a grande riqueza, aquela que liberta os corações, vem do Evangelho de Jesus Cristo.
Também quero ser breve nas palavras que são poucas e pobres, mas carregadas da grande riqueza dos sentimentos que o mundo tem por ti, meu caro irmão Francisco. Somos incontáveis os que te amam e admiram o teu jeito de amar e servir ao Altíssimo e Bom Deus, com todas as criaturas; com o senhor irmão Sol e as irmãs Lua e Estrelas; os irmãos Vento e Nuvens; a irmã Água e o irmão Fogo e nossa irmã e mãe Terra, bem como, todos os irmãos e irmãs que vivem o perdão, o amor e a paz e são capazes de compreender os limites e as possibilidades da vida.
Com todas as criaturas soubeste amar e servir o Altíssimo e Bom Deus, e este grande amor descobriste ao abraçar e beijar o leproso. Por isso, irmão Francisco, que quando tu já não mais podia ver com os olhos, pode sentir a comunhão com todas os seres vivos e acolher o caminho, que não te levou deste mundo, mas que te eternizou no coração da humanidade. Pode parecer estranho, mas eu sei que estás presente no sentimento das aves do céu, dos peixes do mar, das plantas e animais da terra. Tudo o que vive, mesmo sem saber, sente Francisco, o sentimento grande de comunhão com tudo o que Deus criou.
Disse que minhas palavras seriam breves e, como tu não está tão longe, irmão Francisco, aqui concluo. Mas, neste dia, quero te abraçar com os raios do Sol, com as nuvens e o vento e quero beijar teu coração com o luar, o murmúrio dos insetos e o cantar majestoso do Sabiá.
Paz e Bem.
Assinado: Cisco
Gaia, 4 de outubro de 2011.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje é o Dia de São Francisco de Assis e do Bem Estar Animal


Hoje, 4 de outubro, é a Festa de São Francisco de Assis e o município de Canoas celebra oficialmente esta data com o Dia do Bem Estar Animal. Por ser o padroeiro da Ecologia, o protetor dos animais e um santo universal, venerado e celebrado por pessoas de diversas religiões, o Dia de São Francisco de Assis foi escolhido para ser a data de conscientização sobre o respeito aos animais e toda a natureza. E o município de Canoas, através da lei 5.615/2011, de autoria do vereador Ivo Fiorotti, criou o Dia Municipal do Bem Estar Animal.
Nesta terça-feira, 4 de outubro, acontece em diversos pontos da cidade, ações de conscientização sobre o cuidado e a posse responsável de animais domésticos. O 1º Dia do Bem Estar Animal em Canoas é comemorado hoje pela Prefeitura Municipal, através da Diretoria de Vigilância em Saúde, em parceria com entidades e o Fórum do Bem Estar Animal.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Francisco e o Irmão Lobo de Gúbio


Gúbio, uma cidade na Úmbria, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como as pessoas, de modo que todos do povoado estavam apavorados!
Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
Certa vez, quando Francisco chegou àquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva como parecia ser a causa do lobo.
Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal, e, como dizia às pessoas, na força da Cruz.
O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo, mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um irmão, cessou de correr e ficou muito surpreendido.
Francisco de Assis anulou a violência que havia no irmãozinho lobo. De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:
-Irmãozinho lobo, quero somente conversar com você, meu irmão ... E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O irmãozinho lobo, então, perante tão forte vibração de amor e carinho, perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente,e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco.
Então, Francisco disse-lhe amorosamente:
-Querido irmãozinho lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você meu irmão! A cidade vai lhe dar comida, já que, por culpa das pessoas, a floresta não lhe oferece mais o alimento necessário. Você vai pode entrar em minha casa e vou lhe dar comida e seremos sempre amigos! Você por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá acolhimento, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém, para sobreviver... Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade.
Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de irmão. Prometeu dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o irmão lobo morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.
Ainda hoje se mostra, em Gúbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.
Este é um texto clássico das Fontes Franciscanas, que revela a pedagogia da paz de Francisco, é a parábola ou alegoria do “Lobo de Gubbio”, contada em Fioretti 21.
O lobo era demonizado pelos cidadãos que andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para o combate. O medo chegou a tal ponto que ninguém mais ousava sair da cidade. Entre a cidade e o lobo não havia diálogo, apenas enfrentamento, medo, defesa, ataque, combate. Francisco sai da cidade e vai ao encontro do lobo e vai vai sem armas, sem preconceitos, sem agressividade, inspirado em Jesus: com amor, perdão, não-violência.
Francisco não acoberta as maldades e violências do lobo, mas mostra que tal forma de agir tem a ver com a violenta fome que o animal sofria. E vê nele também um irmão e a possibilidade de construir novas relações entre ele e a cidade. Consegue pacificá-lo e alcança dele a possibilidade de um pacto de paz. Da mesma forma, Francisco vai ao encontro do povo da aldeia, denunciando-lhe seus pecados e convocando-o à mudança de vida, à penitência. Realiza-se um encontro entre ambas as partes e conclui um pacto de paz, que inclui o compromisso da aldeia em garantir comida para o lobo e o lobo passaria a agir sem maldade e agressividade. Trata-se de um pacto de paz diferente daqueles de Assis ou da “pax romana”, por exemplo, ou outros realizados na história em que predomina a vontade do mais forte sobre o mais fraco ou se estabelece apenas um equilíbrio de forças e interesses. Francisco torna-se um intermediário que ajuda a desarmar espíritos, superar preconceitos, construir novas relações, com um senso de realismo e com mística, com novos compromissos de ambas as partes, superando a causa do conflito. Entre o lobo e a cidade de Gubbio se dá um processo de conversão, de mudança, de mentalidade, de atitudes, de visão, de coração. Francisco desdemonizou o lobo e a cidade, pois ambos tinham suas razões e seus pecados, e investiu na possibilidade de um verdadeiro encontro entre as partes, de relações fraternas, de diálogo e de paz.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Celebremos São Francisco de Assis

O Dia do santo da Paz, da Ecologia, dos Pobres, deve ser um dia para assumir ou renovar nossos compromissos com a defesa da vida. Não temos o direito de celebrar ou falar em Francisco de Assis, se não assumirmos a atualidade de seu carisma e ideal de vida. Nossa identidade franciscana deve ter a força da minoridade sincera e da pobreza coerente, com a capacidade de envolver o mundo na defesa e promoção da Justiça, da Paz e da Ecologia.

São Francisco, com certeza, quer estar nos santuários vivos, como queria que seu convento fosse o mundo. Ele quer caminhar entre os pobres e ser sinal de esperança. Quer poder celebrar com todas as criaturas os louvores ao Deus da vida. Francisco quer cantar seu hino revigorando as criaturas destruídas e degradadas pela ambição humana. Ele quer de volta a pureza da água, do ar, a saúde da mãe e irmã Terra e de todas as suas formas de vida.

Nesta festa de São Francisco de Assis não basta simplesmente entoar o “Cântico das Criaturas”, o “Cântico do Irmão Sol”. Mas, é preciso preservar o hino que brotou do coração ecológico de Francisco. Cantar como e com São Francisco, significa preservar a natureza, respeitar a ordem natural criada por Deus. E igualmente, respeitar a dignidade humana que é dom de Deus.

Feliz Dia de São Francisco a todos os irmãos e irmãs que se sentem movidos e movidas pelo exemplo do santo de Assis. E que possamos ter a graça de abraçar os leprosos do nosso tempo com uma alegria verdadeira. E, com o mesmo entusiasmo, possamos cantar o “Cântico do Irmão Sol”, não apenas com palavras da boca, mas de coração aberto acolhendo e servindo a vida.
Pilato Pereira

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