sábado, 31 de outubro de 2009

Encontro de Formação e Articulação da Pastoral da Ecologia

Encontro será dia 21 de novembro, das 8:30 às 16 horas na CNBB, em Porto Alegre.

Em muitas comunidades, paróquias e dioceses do Rio Grande do Sul já existem pessoas organizadas, grupos se organizando e movimentando a Igreja e a sociedade para a causa ecológica. A Igreja no Rio Grande do Sul (CNBB Sul 3) quer reconhecer e fortalecer todas as práticas já existentes no campo da ecologia e fomentar novas iniciativas para que de fato tenhamos uma Pastoral da Ecologia.

Para isso foi programado um encontro de formação e articulação, em Porto Alegre, na sede da CNBB, para o dia 21 de novembro.

Para este encontro, está sendo convidada uma representação de cada diocese do regional e outras pessoas que já estão atuando ou que pretendem atuar em sua comunidade, numa pastoral específica para a causa ecológica.

Trata-se de um encontro de formação e articulação, onde serão abordados temas referentes à crise ecológica e a visão cristã de ecologia. Também haverá um momento de encaminhamentos práticos de como organizar a Pastoral da Ecologia nas comunidades, paróquias e dioceses.

Data: 21 de Novembro (sábado) Hora: 8h às 16h, com almoço no local Local: CNBB Sul 3 – Av. Cristóvão Colombo, 149 - Porto Alegre – RS

Para maiores informações e confirmação de presenças:
(51) 9899.5706 - Natália; (51) 8546.3317 - Pilato; (51) 3225.8483 - CNBB
Por e-mail: pastoraldaecologia.rs@gmail.com ou freipilato@gmail.com


domingo, 25 de outubro de 2009

I Simpósio do IJA: Reserva Legal, APPs e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva


5 e 6 de novembro de 2009 | Auditório do Instituto Goethe

Rua 24 de Outubro, 112, em Porto Alegre, RS


APRESENTAÇÃO

O Simpósio visa abordar um dos temas mais importantes da atualidade: a sustentabilidade na cadeia produtiva diante das exigências da legislação ambiental e da qualidade do meio ambiente para as futuras gerações.

O enfrentamento do paradigma produção versus meio ambiente é um dos principais desafios da humanidade no século XXI, e o tema escolhido pelo Instituto Justiça Ambiental - IJA não poderia ser mais atual e importante, tendo como centro da discussão a sustentabilidade na produção rural.


PÚBLICO ALVO

Membros de organizações não-governamentais, advogados e órgãos de proteção do meio ambiente, promotores de justiça, economistas, gestores de sustentabilidade de empresas, técnicos da área do meio ambiente, professores, estudantes e interessados em geral.


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Papa pede que cristãos sejam testemunhas da preservação ambiental

"Os cristãos são chamados a unir-se no oferecer ao mundo um testemunho crível da responsabilidade pela salvaguarda da Criação"


Cidade do Vaticano, 22 out (RV) - Bento XVI enviou uma mensagem ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, para a abertura, nesta quarta-feira, em Nova Orleans, Louisiana, EUA, do Simpósio de Religião, Ciência e Ambiente, que tem como tema "Restabelecer o equilíbrio: o grande rio Mississipi".

Na mensagem, o papa faz um apelo aos cristãos a fim de que ofereçam ao mundo um testemunho crível da responsabilidade pela salvaguarda da Criação e recorda o furacão Katrina, que em 2005 atingiu a referida localidade estadunidense.

As palavras do Santo Padre foram lidas pelo arcebispo de Nova Orleans, Dom Gregory Michael Aymond.

"Os cristãos são chamados a unir-se no oferecer ao mundo um testemunho crível da responsabilidade pela salvaguarda da Criação e a colaborar de todos os modos possíveis para assegurar que a nossa terra possa conservar intacto aquilo que Deus lhe deu: grandeza, beleza e generosidade."

Com essas palavras, Bento XVI quis saudar o patriarca Bartolomeu I e os 150 participantes do VIII Simpósio de Religião, Ciência e Ambiente dedicado ao Mississipi.

"A solução das crises ecológicas do nosso tempo requer necessariamente uma profunda mudança por parte de nossos contemporâneos": a esse propósito, o pontífice se diz "plenamente de acordo" com o patriarca Bartolomeu I sobre o fato que "os problemas urgentes que concernem ao cuidado e proteção do ambiente", contemplando importantes questões políticas, econômicas, técnicas e científicas, são, todavia, "essencialmente de natureza ética".

Citando a Caritas in veritate, o Santo Padre recorda que a natureza "é uma prioridade para todos" e, como fundamento da nossa vida, deve ser usada "responsavelmente" e "com respeito".

O papa ressalta ainda que um conhecimento "puramente econômico e tecnológico" do progresso inevitavelmente provocará "conseqüências negativas" para indivíduos, povos e para a própria criação. Um autêntico desenvolvimento humano chama a uma justiça entre gerações e à solidariedade com os homens e as mulheres do futuro, que têm também eles o direito de gozar dos bens que a criação oferece a todos com abundância, como querido por Deus – ressalta Bento XVI.

O pontífice prossegue a sua mensagem frisando que esse simpósio sobre o Mississipi nos recorda o ocorrido em Nova Orleans e nas adjacências, em 29 de agosto de 2005 com a passagem devastadora do furacão Katrina: "meus pensamentos e minhas orações se voltam para todos aqueles, especialmente os pobres, que experimentaram sofrimento, privação e deslocamentos, e para todos que se empenharam no paciente trabalho de reconstrução e renovação" – escreve o Santo Padre.

Na linha da observação do pontífice, segundo o qual "hoje os grandes sistemas fluviais de todos os continentes estão expostos a sérias ameaças, muitas vezes como resultado de atividades e decisões do homem", o patriarca Bartolomeu I ressaltou, em seu discurso, que "todos nós temos o nosso papel a desempenhar, a nossa sagrada responsabilidade" pelo amanhã. Porque – concluiu o patriarca ecumênico de Constantinopla – "toda decisão, pessoal e coletiva, determina o futuro do planeta". (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ecologia foi o tema do Encontro de CEB’s da Diocese de Santa Maria

Com tema, “Construir Comunidades Eclesiais e Ecológicas de Base” e o lema, “O discipulado acontece na comunidade”, a Diocese de Santa Maria realizou, entre os dias 17 e 18 de outubro, o seu 16º Encontro de CEB’s. O encontro reuniu em Nova Palma, aproximadamente mil delegados/as das comunidades e paróquias e contou com a assessoria de Padre Marins, Padre Antonio Dalla Costa e Frei Pilato Pereira.


Padre Antônio falou sobre “Comunidades de Base e Discipulado” e Padre Marins abordou sobre o tema “Testemunho – ‘Igreja Comunidade’”. Frei Pilato falou sobre “Comunidades Ecológicas”. E através do método Ver, Julgar e Agir, desenvolveu os seguintes tópicos:

1. CRISE ECOLÓGICA, A CRISE DA CIVILIZAÇÃO

VER: A Terra é um macroorganismo vivo. E nela somos uma comunidade – a comunidade humana, uma comunidade planetária e cósmica. Mas hoje, vivemos uma situação de crise, que pode ser chamada de crise ecológica e de comunitariedade (crise de vida comunitária, crise de convivialidade). Somos uma civilização em crise.

2. ECOLOGIA, A ARTE DA RECONCILIAÇÃO

JULGAR: A vida é obra da Trindade criadora, Deus comunidade, Deus ecológico. Cremos no Deus criador e defensor da vida. Deus nos criou com o poder da Palavra, nos criou em comunicação. Somos criados por Deus e por Ele chamados a viver e cuidar da vida. Por isso, a Ecologia, para nós cristãos, é uma questão de fé e missão. A Ecologia é ciência e a arte da reconciliação e da convivialidade.

3. ECOLOGIA, UMA QUESTÃO DE FÉ E MISSÃO

AGIR: A Ecologia, para nós cristãos, é uma questão de fé e missão. Precisamos ser ecológicos, como Deus é ecológico. Nossas comunidades devem ser sinais e instrumentos do testemunho da nossa fé no Deus criador e defensor da vida. Nossa missão, como discípulos/as missionários/as de Jesus Cristo, é viver em comunidade, construir Comunidades Eclesiais e Ecológicas de Base. Pois, o discipulado acontece na comunidade.


Clique AQUI para ouvir as palestras do encontro no site da Paróquia de Nova Palma


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Seminário "Quilombos: Terra, Trabalho e Inclusão"


A Comissão Pastoral da Terra, a Diocese de Santa Maria e a CNBB Sul 3 convidam as lideranças das comunidades, pastorais, sindicatos, entidades e movimentos sociais para o Seminário "Quilombos: Terra, Trabalho e Inclusão" em preparação à 33ª Romaria da Terra.


Data: 27 de outubro de 2009.
Início: 08h30min
Término: 15 h

Local: Salão Paroquial da Catedral de Santa Maria.
PROGRAMAÇÃO:
08h30min – Espiritualidade
09 h – Painel: Quilombos: “Terra, Trabalho e Inclusão”.
12 h – Almoço no local. R$ 3,00
13 h – Conclusões, encaminhamentos e reunião das equipes.
15 h - Encerramento.
INFORMAÇÕES
Projeto Esperança-Cooesperança:

(055) 3219 4599

(055) 3222 8275
Comissão Pastoral da Terra:

(051) 3344 4415

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Romaria das Águas: respeito à natureza e a liberdade e diversidade religiosa


Como acontecem todos os anos, o dia 12 de outubro é um dia de grandes e muitas romarias em honra de Nossa Senhora Aparecida.


Há 16 anos acontece em Porto Alegre a Romaria das Águas, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida das Águas, uma devoção que iniciou com os catadores de lixo das Ilhas do Guaíba.


Neste dia 12 de outubro, de 2009, a Romaria das Águas em Porto Alegre, mesmo constando no calendário do município e tendo recursos aprovado no orçamento, não contou com apoio governamental, como já aconteceu em outras edições. Nem sempre a Romaria recebe o apoio de governo. Como também ainda não é um evento oficialmente apoiado pela Igreja.


Sempre teve a presença de padres e religiosos e até de bispos e é promovida com a parceria da Pastoral da Ecologia da CNBB, mas a Romaria das Águas ainda não tem recebido apoio oficial da Igreja Católica. Outras Igrejas cristãs participam e colaboram na organização do evento, mas a participação decisiva se dá pelas religiões de matriz africana, especialmente a Umbanda.


A Romaria das Águas, em Porto Alegre, tem chamado a atenção das religiões afro-brasileiras devido ao seu caráter ecumênico, ecológico e o respeito às diferenças culturais e religiosas.


A Romaria das Águas, por ser um ato de tão grande ecumenismo, de tão amplo dialogo inter-religioso, talvez não pudesse acontecer dentro de um templo, de uma catedral edificada por uma determinada religião ou igreja. Um evento dessa envergadura ecumênica só pode acontecer num templo aberto da natureza, o templo que o próprio Deus construiu. A natureza é o lugar próprio para celebrar e louvar o criador da vida. No templo da natureza não existe preconceitos e desrespeitos com as diferenças. A natureza nos ensina a sermos irmãos e vivermos a união na diversidade.


Com relação à 16ª edição da Romaria das Águas, de 2009, é importante denunciar que não foram investidos os recursos que constam no orçamento da Prefeitura de Porto Alegre para apoiar este evento, que também faz parte do calendário do município. O apoio necessário não veio do poder público. A Prefeitura de Porto Alegre, do governo Fogaça, apenas ajudou com algumas migalhas.


Nesta edição, a Romaria das Águas teve maior concentração no largo do Gasômetro, de onde partiu um barco de passeio com a imagem de Nossa Senhora até o Pontal do Estaleiro Só, local que foi alvo da consulta pública no dia 23 de agosto por conta dos projetos de privatização da orla do Guaíba.


A 16ª Romaria das Águas foi encerrada com um ato ecumênico que reuniu milhares de pessoas no largo do Gasômetro. Além dos fiéis, devotos de Nossa Senhora e militantes ambientalistas, outras milhares de pessoas que passeavam ou participavam da Feira de Artesanato na Usina do Gasômetro, também se integraram ao ato ecumênico da Romaria.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

16ª Romaria das Águas



Das 9 às 12 hs
– Oficinas, filmes, praça de alimentação (Peixe na Taquara), artesanatos, apresentações, músicas

12 hs – Ato político de caráter ecológico

13:30 – Saída barco do passeio

14 hs – Saída Imagem grande do Santuário e dos romeiros do clube.

15 hs Celebração da Vida – Ato Inter-Religioso

16 hs Encerramento


domingo, 4 de outubro de 2009

O modo franciscano de fazer Ecologia

No Dia de São Francisco, reflitamos sobre sua atitude ecológica, que muito nos inspira na luta em defesa da vida.

Percebe-se que nos últimos tempos a sociedade, por várias razões, vem tendo uma maior preocupação com as questões ambientais, com a promoção da justiça, dos direitos humanos e da paz. E nós franciscanos, com toda certeza, podemos e devemos dar a nossa contribuição numa escala progressiva, ou seja, aumentar e qualificar ainda mais a nossa presença e atuação em defesa da vida. Faz parte do nosso carisma, temos como herança de São Francisco de Assis: o cuidado para com a vida, o respeito pelas criaturas e a fé na Trindade criadora. Pode-se dizer que é por intuição franciscana que a Igreja vem se aproximando cada vez mais da Ecologia e introduzindo-a na sua atividade pastoral.

A contribuição franciscana à ecologia despertou a sociedade, não só para a ecologia em si, mas para a sua transversalidade. A ecologia, no modo franciscano de ser, é uma ciência e uma causa universal que se relaciona com outras causas da humanidade como, por exemplo, os direitos humanos, a justiça social e a paz. A ecologia, com espírito franciscano, como a ciência e a arte das relações, deve estar presente em todas as áreas do conhecimento e da atividade humana. Este é o modo franciscano de fazer ecologia. A ecologia que relaciona o meio ambiente com o ser humano e todas as dimensões da vida humana e da sociedade. Ecologia tem a ver com a questão da paz, da saúde, da economia, da política. E tem tudo a ver com a religião. Hoje, pela gravidade da crise ecológica, ninguém pode se omitir em colaborar com a grande luta de todos que é a ecologia. Se ninguém deve ficar de fora da soma de esforços em defesa da vida no planeta, muito menos a religião, que deveria ser protagonista na luta ecológica. Porque além da preocupação com a crise, a religião tem a ver com ecologia pela fé no Criador e na Criação de Deus.

Podemos ter São Francisco de Assis como um verdadeiro exemplo de ser humano que soube respeitar e valorizar todas as criaturas. A justiça, a paz e a ecologia foram bandeiras erguidas por Francisco de Assis. Ele soube ser justo e promover a justiça, soube ser fraterno com os outros e se relacionar com as pessoas tendo a paz como um pressuposto. Foi amigo e irmão da natureza, como demonstra no Cântico das Criaturas, onde todos os seres são tratados como irmãos e irmãs. Para São Francisco as criaturas não tinham apenas um valor utilitário, mas um valor simbólico e sacramental, que lhes é inerente. No carisma franciscano está bem presente a dimensão do cuidado ético para que as gerações futuras não pereçam com a escassez causada pelo consumismo e pela degradação dos recursos naturais.

O franciscanismo defende um desenvolvimento sustentável alternativo que vai muito além do econômico, que procura promover uma qualidade de vida para todas as pessoas, sem explorar o meio ambiente, buscando de forma responsável os recursos de sustentação da vida humana. Um desenvolvimento que seja economicamente viável, político-socialmente justo e ecologicamente sustentável, levando em conta que o mundo não é só nosso, mas de todas as criaturas que hoje coabitam a Terra e das que virão no futuro. Mas, com certeza, não podemos ficar apenas no discurso, é preciso muita luta. Porque não são apenas as boas intenções que movem o mundo. As boas intenções valem mesmo quando elas se tornam presenças voluntárias e efetivas que somam força nas boas ações. Ter boa intenção é um bom começo, é o primeiro passo para ajudar a mudar o mundo. Mas quando uma boa intenção não fizer o passo seguinte, que é a prática, a boa ação, então, ela acaba indo para o começo do fim, no precipício. A ecologia nos exige o desafio de pensar e olhar de forma ampla, global e a longo prazo, mas requer um agir local e cotidiano.

freipilato@gmail.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

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