segunda-feira, 17 de março de 2014
Carta da 37ª Romaria da Terra e do 9º Acampamento da Juventude
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Congresso absolve MST
por Frei BettoO MST jamais desviou dinheiro público para realizar ocupações de terra — eis a conclusão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito(CPMI), integrada por deputados federais e senadores, instaurada para apurar se havia fundamento nas acusações, orquestradas pelos senhores do latifúndio, de que os movimentos comprometidos com a reforma agrária se apoderaram de recursos oficiais.
Em oito meses, foram convocadas 13 audiências públicas. As contas de dezenas de cooperativas de agricultores e associações de apoio à reforma agrária foram exaustivamente vasculhadas. Nada foi apurado. Segundo o relator, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), “foi uma CPMI desnecessária”.
Não tão desnecessária assim, pois provou, oficialmente, que as denúncias da bancada ruralista no Congresso são infundadas. E constatou-se que entidades e movimentos voltados à reforma fundiária desenvolvem sério trabalho de aperfeiçoamento da agricultura familiar e qualificação técnica dos agricultores.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Polícia do governo Yeda mata sem terra
Por coincidência ou não, a polícia de um governo corrupto é também mais perigosa e, em vez de representar segurança, causa medo nos cidadãos. Assim tem sido a polícia do governo Yeda no Rio Grande do Sul. Pelo que se sabe este é o governo com a mais acentuada marca de corrupção que o Estado gaúcho teve nos últimos anos. E também carrega consigo a forte marca da violência policial.
O mesmo governo que vem sendo acusado de roubos, agora também é o responsável pela morte de um trabalhador Sem Terra. Sabemos que uma pessoa que pratica roubos vive insegura e pode virar um assassino. Também um governo corrupto, como é o caso do Rio Grande do Sul, acaba perdendo a confiança do povo e busca se fortalecer no autoritarismo e na truculência policial e vira um governo assassino. Quem é capaz de roubar, também pode ser capaz de matar.
Dois fatos recentes marcam a polícia do governo Yeda como torturadora e assassina de trabalhadores Sem Terra. Há poucos dias, o MST denunciou a truculência e a prática de tortura por parte da Brigada Militar numa ação de reintegração de posse da Prefeitura de São Gabriel (RS), ocorrida na tarde do dia 12 de agosto.
Nesta ação da polícia, pelo menos trinta pessoas, entre crianças e adultos, ficaram feridas. Inclusive, muitas tiveram dedos e braços quebrados durante o despejo violento realizado pela Brigada Militar. Todos os Sem Terra, aproximadamente 250 pessoas, foram identificados e humilhados pela polícia. Os manifestantes foram encurralados dentro da própria Prefeitura, onde foram golpeados com cacetete, chutes e tapas dos policiais.
Não passou dez dias e a Brigada Militar, na manhã de 21 de agosto, matou um trabalhador Sem Terra durante uma desocupação na fazenda Southall no mesmo município de São Gabriel. Elton Brum da Silva, um trabalhador de 44 anos, com dois filhos, que sonhava conquistar um pedaço de terra para sua família, foi morto pela polícia com um tiro traiçoeiro e à queima-roupa.
O Sem Terra Silva vivia no sul do Rio Grande e quando o presidente Silva lhe deu esperanças de que ele também poderia compartilhar de uma fatia da “Terra Prometida”, mudou-se para São Gabriel, no coração do latifúndio, onde a terra é farta. Com dor e saudade, mas cheio de esperança, o Sem Terra Silva lutou pela terra. A terra que não herdou, mas que, pelo seu sangue nela derramado, será herança de seus filhos.
Após o lamentável ato da polícia, a governadora toda envergonhada, pede que se faça uma apuração rigorosa sobre a morte do Sem Terra Elton da Silva. Como se não tivéssemos certeza de que foi a própria polícia que tirou a vida daquele trabalhador pobre e desarmado, possuidor apenas do sonho de conquistar e libertar a terra.
Vale lembrar que no Rio Grande do Sul, tem sido comum a violência e o uso da força policial militar para reprimir protestos dos movimentos sociais. Especialmente quando os protestos apontam o dedo na pior ferida do governo Yeda, que é a corrupção.
Quase um ano da data para elegermos um novo governador para nosso Estado, sabemos que este atual governo, da Yeda Crusius do PSDB – aliada com DEM, PP, PMDB e PPS – está sendo um governo marcado pelo que de pior poderia acontecer num estado: corrupção, desvalorização do serviço público e repressão aos movimentos e organizações que sustentam a vida democrática da sociedade. Este governo já roubou e matou. E o que mais podemos esperar se não o seu fim?
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Última página de um livro que escrevemos juntos
Carta de Frei Pilato Pereira às Comunidades dos Assentamentos de Hulha Negra, Candiota e Aceguá, na sua saída da Comunidade Padre Josimo, da qual participou efetivamente desde 7 de fevereiro de 2006. Irmãos companheiros e irmãs companheiras na luta e na fé! Escrevo esta mensagem como sendo a última página de um livro que escrevemos juntos. Na certeza de que este não é nosso último livro. É apenas uma página concluída que abre outra e permite a continuidade da nossa história comum.
Depois de três anos e meio convivendo nestas terras, com este povo que aprendi a amar e respeitar preciso dizer adeus. Porque isto faz parte da vida. Dizer adeus não é esquecer, não é abandonar. Muito pelo contrario. Dizemos adeus no sentindo de levar, no coração, as pessoas das quais nos despedimos.
E eu quero me despedir pedindo perdão pelos erros e falhas que devo ter cometido. E também, quero agradecer pela paciência, bondade, a companhia e presença de cada um e cada uma ao longo deste tempo. Tenho certeza de que aprendi muito; muito mais do que pude ensinar. Mas não tive nunca a pretensão de ensinar. O que sempre tive foi o compromisso de ajudar a construir conhecimentos livres, libertários e libertadores.
Nas poucas obras que pude colaborar foi na Rádio Comunitária Terra Livre, especialmente no Jornal Aldeia Global. No espaço de Opinião não tive a pretensão de formar opinião, mas procurei me encorajar para manifestar o sentimento e o pensamento do povo desta terra que agora vive livre das garras do latifúndio. Meu objetivo sempre foi comunicar as palavras e as vozes que a história oficial havia silenciado.
Nas comunidades, não quis converter ninguém. Não era este meu objetivo, nem a razão de ser da minha missão. Procurei testemunhar a minha conversão cotidiana para me unir na caminhada espiritual do Povo de Deus e juntos darmos testemunho da fé libertadora. A fé que é capaz de mover as montanhas do egoísmo, da prepotência, da opressão, da violência e da injustiça cometidas contra a vida humana e da natureza. A fé que é capaz de romper cercas para semear vida nova e plantar na terra a bandeira da paz e da justiça.
Sei que fiz pouco ou quase nada, mas sigo meu caminho com a felicidade de ter passado por aqui, de ter conhecido todas estas pessoas que conheci. Sou feliz e agradeço a Deus por Ele ter me concedido a graça de viver num assentamento de Reforma Agrária, do MST. Antes eu já admirava muito o Movimento dos Sem Terra. Agora admiro muito mais e sei o quanto o MST foi e continua sendo importante para a vida de milhares de pessoas e famílias. Sei o quanto é grandioso o ato de erguer a bandeira do MST, sei o quanto vale a coragem de romper uma cerca. Vivendo nestas terras livres, meu coração é mais livre, minha mente é mais libertária e o meu caminho é a liberdade.
Aqui eu pude ver o quanto é digno uma família se juntar a tantas outras para viver embaixo de uma lona preta na beira de uma estrada, mostrando para o governo e a sociedade que a Reforma Agrária é importante, urgente e necessária. Compreendo com mais clareza e convicção o sagrado valor da Reforma Agrária defendida pelo MST neste país.
Acredito que em todos os lugares por onde passamos, devemos passar como passam as águas no leito de um rio. As águas nunca mais são as mesmas e o rio nunca mais é o mesmo. Rio e águas se transformam e transformam a vida. Sabemos que as estruturas são rígidas, mas quando os corações são guerreiros e valentes não há pedra dura que resista a persistência de gotas d’água. Bem como não há cercas que resistam a força do sonho dos pobres expresso na organização e na luta.
Só peço a Deus que nos ilumine na caminhada e que sustente nosso caminhar. E que nunca nos falte força e coragem, tão necessárias para viver a esperança e testemunhar a fé no Deus criador e defensor da Vida.
Sigo em frente com a certeza de que nossos caminhos vão se cruzar, porque temos sonhos em comum e lutamos no mesmo lado, na mesma trincheira que pleiteia o triunfo da revolução.
Com a bênção de Deus. Um abraço fraterno a todos e todas.
Frei Pilato Pereira
Hulha Negra, 15 de julho de 2009.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Por que Yeda acabou com a Escola Itinerante?

Se me perguntarem quantos prêmios a governadora do Estado recebeu pelo seu trabalho em favor da Educação, sinceramente, não saberia responder. Parece-me que ela, a Yeda Crusius, nunca fez nada de bom para a Educação ao ponto de ser premiada. Mas, quanto ao MST, a resposta é diferente. O Movimento dos Sem Terra, o MST, já recebeu vários prêmios por seu bom trabalho realizado na área de Educação. Vamos lembrar de, pelo menos, dois. Em novembro de 1999 o MST recebeu o Prêmio Itaú-Unicef “Por uma Educação Básica no Campo” e em 1995 recebeu o prêmio “Por uma Escola de Qualidade no Campo”. O MST, um movimento social que muito fez pela educação, acabou entrando em disputa pela questão da educação com uma governadora que nada de bom realizou nesta área. E, com o apoio de uma parcela do Ministério Público, a governadora Yeda venceu a batalha. E os perdedores, nesta batalha, são crianças, cujos pais não tiveram acesso a terra. E agora o poder público nega para seus filhos o direito à educação.
Em se tratando de educação, é inacreditável que uma governadora como esta tenha vencido o MST. Não podemos comparar a importância do MST para a educação com a tranqueira que esta governadora representou para a educação no Rio Grande do Sul. Se andássemos pelos assentamentos perguntando quem aprendeu a ler e a escrever na Escola Itinerante do MST, com certeza encontraríamos milhares de jovens e adultos confirmando com orgulho que foram alfabetizadas numa escola coberta de lona.
A governadora e o Ministério Público deveriam agradecer ao Movimento Sem Terra por tantos milhares de pessoas alfabetizadas na Escola Itinerante. Pessoas que não apenas aprenderam a ler e a escrever, mas descobriram que poderiam reescrever suas histórias e redesenhar a sociedade. São pessoas que aprenderam a ler muito mais que o alfabeto, e sabem compreender a realidade e o que dela deve ser transformado. Os estudantes da Escola Itinerante tiveram aulas de cidadania e não receberam apenas um certificado escolar, mas reconquistaram o título de cidadão consciente, livre e transformador.
É lamentável que o poder público, por pura truculência e perseguição ideológica, tenha acabado com a Escola Itinerante. E o que é pior, isto aconteceu como parte das ações da melancólica ideia de banir o Movimento dos Sem Terra, defendida por um grupo radicalmente ideológico de promotores e procuradores de Justiça do Estado e o governo da Yeda Crusius do PSDB. Impressionante como que um governo tão manchado pela falta de ética e moralmente destruído, se atreve a tomar uma atitude profundamente impopular como esta de acabar com a Escola Itinerante. Então, fica o questionamento. Por que um governo que não se aguenta a si próprio no lamaçal da corrupção, ainda segue com ações antidemocráticas e com um caráter declaradamente ideológico? Entendemos que este governo não veio para edificar, mas para destruir o que já foi feito como conquista popular.
Ao acabar com a Escola Itinerante, Yeda mostra para que veio. Ela proibiu a educação nos acampamentos do MST porque a “missão” do seu governo é ser uma tranqueira para os movimentos sociais e populares e para o progresso humano e social. Querem enfraquecer a organização do povo, criminalizar as instituições que garantem a vigência da Democracia
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
CPT manifesta indignação contra fechamento de escola
A Coordenação Nacional da CPT vem a público manifestar sua inconformidade e indignação contra a determinação do Ministério Público Estadual e do Governo do Rio Grande do Sul de fechamento da Escola Itinerante do MST, no acampamento Oziel Alves, município de Sarandi, que atendia 130 crianças. A medida nefasta, a primeira entre outras que se seguirão, é um verdadeiro terrorismo cultural, pois a alternativa que se oferece às crianças é ficarem sem aula ou passarem o dia todo fora de casa, parte nos transportes precários, parte em escolas urbanas estranhas à sua cultura.
Por trás desta decisão está a ofensiva do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, com o respaldo do Governo de Yeda Crusius, que querem colocar em execução a estratégia de dissolver o MST. Como fartamente foi noticiado em meados do ano passado. O Conselho Superior do Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Sul, por unanimidade, aprovou relatório que propunha “ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade (...)” e ainda “intervenção nas escolas do MST” para sua “readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST “ pois “as bases pedagógicas veiculadas nas escolas mantidas ou geridas pelo MST são nitidamente contrárias aos princípios contidos na Constituição Federal”.
Diante das reações que tamanhas barbaridades provocaram, o Conselho recuou. Nas atas de suas reuniões de 7 de abril e de 30 de junho de 2008 decidiram retificar a famigerada ata de dezembro de 2007 asseverando “que tudo não passou de um equívoco, tudo que constou na ata não foi aprovado”. Contradizendo, porém, estas afirmações, alguns promotores firmaram, em 28 de novembro de 2008, com o governo do Estado, sem conhecimento e participação dos pais, educandos e da escola-base, onde as crianças estão matriculadas, um Termo de Ajustamento de Conduta em que o Estado assume a obrigação de, na prática, acabar com as Escolas Itinerantes dos acampamentos do MST. A concretização disso se iniciou no dia 10 de fevereiro com o fechamento da escola do acampamento Oziel Alves.
O que são as escolas itinerantes
As Escolas Itinerantes são uma experiência pioneira do MST para garantir a educação escolar para as crianças e adolescentes dos seus acampamentos, amparada nos direitos sociais inscritos na Constituição Federal de 1988, e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e nas Diretrizes Operacionais para Escolas do Campo, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2002.
Em 1996, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a apoiar tal iniciativa e as aulas, ministradas nos acampamentos, passaram a ter o amparo legal garantindo aos educandos a continuidade dos estudos em qualquer lugar onde ocorressem. Os estudantes são matriculados numa escola-base, e participam das aulas em seu acampamento. A experiência gaúcha se espalhou por diversos estados do Brasil e foi premiada com o Prêmio Educação, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul.
Diante de tamanho despudor, hipocrisia e desfaçatez de integrantes do MPE e do governo do Estado nossa indignação não se contém e bem lhe podemos aplicar a indignação do próprio Jesus diante dos doutores da lei e dos fariseus: “Serpentes, raça de víboras” (Mt 23,33) vocês destilam seu veneno contra os indefesos, e se locupletam na mesa dos poderosos. Vocês que, por determinação constitucional, deveriam defender os direitos dos fracos prostituem-se e adulteram com aqueles que secularmente vivem da exploração dos pobres.
Goiânia, 18 de fevereiro de 2009.
Dom Xavier Gilles
Bispo de Viana, MA
Presidente da Comissão Pastoral da Terra
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Em Memória do Deputado Adão Pretto
Todos que sentimos a morte do companheiro Deputado Adão Pretto, sentimos porque foi uma pessoa que tão cedo partiu E sentimos muito porque foi um companheiro especial. Quando mencionamos o nome de Adão Pretto, temos consciência de que ele foi um autêntico militante. E sentimos por sua morte porque a sua vida era um exemplo, um exemplo que muitos ainda deveriam conhecer e com ele aprender a arte de fazer a política da defesa da vida e não a política do interesse. Adão Pretto morreu como parlamentar, mas a sua vida foi marcada como um militante social. O Deputado que nunca deixou de ser militante e levou para o Congresso Nacional as bandeiras que o tornaram um líder popular. Fez jus ao lema que dizia: “Um pé na luta outro no parlamento”.
Na Igreja Adão Pretto deu testemunho da sua fé ajudando a organizar as Comunidades Eclesiais de Base. O pequeno agricultor, dedicado à vida de sua comunidade, homem de fé, poeta e pai de família, se desperta para o compromisso maior, que é a construção de uma nova sociedade. Lendo os sinais dos tempos e compreendendo seu dever histórico, Adão Pretto começou sua militância no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí e na Pastoral da Terra, a CPT. Ajudou a criar o maior movimento social da América Latina, o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. E, percebendo a importância de atuar na via política partidária, optou pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, onde construiu uma história de lutas e conquistas em favor dos pobres da terra. Foi um dos primeiros deputados estaduais eleitos pelo PT no Rio Grande do Sul, sendo Deputado Constituinte. Depois, atendendo aos apelos dos movimentos sociais do campo, passou a atuar no Congresso Nacional, sendo um dos mais atuantes deputados federais.
Na Câmara dos Deputados, o companheiro Adão lutou pela Reforma Agrária, pela dignidade dos pequenos e excluídos de nossa sociedade. Como testemunhou o presidente Lula, Adão Pretto sempre defendeu “os anseios e as aspirações dos mais pobres e desamparados”. Lula também lembrou que Adão Pretto foi um dos militantes mais ativos que conheceu. E isso muitos de nós podemos testemunhar. Adão, cujo nome quer dizer “humano, feito do humos, do barro da terra”, o humano moldado pelas mãos de Deus, que o soprou o Espírito da vida; Adão Pretto lutou pela liberdade da Terra e dos filhos dela. Ele não foi um simples militante, mas aquele que abriu caminhos.
O companheiro Adão Pretto sempre soube valorizar a sabedoria e a vontade popular. E saciou sua sede nas fontes da água viva que brota do povo. Foi um fermento nas massas, uma chama de utopia, otimismo, fé e esperança. Sabia lutar com mística, com ternura e vigor. Com muita capacidade de dialogo, também sempre foi corajoso no enfrentamento, combativo, firme e fiel aos seus princípios e valores. E na noite escura da América Latina, Adão Pretto foi poeta e trovador e com sua poesia nos ajudou a dissipar a dor e o medo e alimentar os sonhos e a coragem de lutar em busca do novo amanhecer.


