sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Irmão Cechin fala sobre a Bicicletada "Caminhos de Sepé"
Antônio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais, autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação. Porto Alegre: Estef, 2010. Cechin, fundador da CPT e da Pastoral da Ecologia, foi o inspirador da Bicicletada "Caminhos de Sepé" e acompanhou todo o percurso, dando apoio aos ciclistas.
Leia o artido do Irmão no site do IHU Unisinos:
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=40742
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Caminhos de Sepé e Assembléia dos Guarani
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Mobilização para Caminhos de Sepé
Foto do blog do Jornal Cenário de Notícias (Karen Lannes, Natalia, Toni, Maria de Lourdes, Luis Giovani, Pedro Figueiredo e Cleber Giovane)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
CNBB apóia plebiscito pelo limite de propriedade da terra

"Esta decisão [de participar do Grito dos Excluídos e do Plebiscito] tem como base a consciência de que a democratização da terra através da reforma agrária é uma luta histórica do povo e uma exigência ética afirmada pela CNBB há décadas."
O Plebiscito é uma das ações concretas propostas pela Campanha da Fraternidade deste ano que discutiu o tema "Economia e vida".
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Romaria da Terra em Santa Maria

A diocese de Santa Maria, que acolheu a Romaria, comemora, neste ano, seu centenário de fundação e isso chamou a atenção dos organizadores do evento. “É simbólico para Santa Maria sediar a Romaria no ano do seu centenário”, disse a irmã Lourdes Dill.
O tema escolhido para este ano foi “Quilombos: Terra, Trabalho e Inclusão”. “A escolha do tema também foi muito importante porque os quilombolas sofrem muito com a marginalização social e este luta precisa ganhar divulgação e mobilização”, lembra a irmã Lourdes.
Uma missa no Parque Medianeira presidida pelo bispo de Santa Maria, dom Hélio Adelar Rubert, encerrou a programação da Romaria que constou de caminhada e reflexões sobre o tema.
Fonte: CNBB: http://www.cnbb.org.br/
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Romaria da Terra e a questão das águas

O grito de socorro que saiu do Rio dos Sinos, tão covardemente atingido pelo crime ambiental ocorrido há dois anos, motivou a Igreja do RS a sediar a 32ª Romaria da Terra, com o tema “Água: sangue da Terra”, na próxima terça-feira de Carnaval, dia 24 de fevereiro de 2009.
Os organizadores do evento, a Comissão Pastoral da Terra – CPT/RS, o Vicariato Episcopal de Canoas e a CNBB Sul 3 preveem a participação de mais de 15 mil romeiros e romeiras. O local escolhido é às margens do Rio dos Sinos, no Parque Pesqueiro, em Sapucaia do Sul, local onde foram encontrados mortos mais de cem mil toneladas de peixes, em outubro de 2006.
Além da reflexão sobre a questão das águas, a romaria será palco de denúncia sobre a criminalização dos movimentos sociais e o fechamento das escolas etinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
A programação prevê a partir das 7h a recepção e acolhida dos romeiros na Igreja Sagrada Família, bairro Colonial. Às 08h30min haverá as falas das autoridades locais e Dom Dadeus Grings da Arquidiocese de Porto Alegre fará a abertura. Após a encenação da criação do mundo, às 9h inicia a caminhada de 2 km até o Pesqueiro, no Bairro Carioca. Durante o trajeto haverá quatro cenários, trazendo presente a questão do meio ambiente. Após a chegada ao local continuará a celebração com a pregação de Dom José Mário Stroeher com a reflexão do tema. O almoço será partilhado entre os participantes. Às 13 h na continuidade, é o espaço para o momento de caráter cultural com apresentações musicais de vários artistas e de falas de autoridades, dos Movimentos Populares e Entidades. Às 15h30min será o espaço para a Benção do Envio e o encerramento às 16 h.
Os movimentos populares e entidades terão espaço para divulgação e exposição de seus materiais.
A Romaria da Terra no Rio Grande do Sul, com sua tradição histórica, é o lugar e o tempo por excelência, de denúncia dos desmandos por que passam os empobrecidos do campo e da cidade, quando criminalizados e tão esquecidos em seus direitos na busca de uma nova vida, mas, é também lugar para ouvir os “Sinos” soarem pelo anúncio da celebração de fé e de esperança dos cristãos desta Terra.
Telefones para contato:
(51) 98756345 – Terezinha Ruzzarin
(51) 99911668 – Wilson Dallagnol
Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2009.
Comissão Pastoral da Terra – CPT/RS
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
CPT manifesta indignação contra fechamento de escola
A Coordenação Nacional da CPT vem a público manifestar sua inconformidade e indignação contra a determinação do Ministério Público Estadual e do Governo do Rio Grande do Sul de fechamento da Escola Itinerante do MST, no acampamento Oziel Alves, município de Sarandi, que atendia 130 crianças. A medida nefasta, a primeira entre outras que se seguirão, é um verdadeiro terrorismo cultural, pois a alternativa que se oferece às crianças é ficarem sem aula ou passarem o dia todo fora de casa, parte nos transportes precários, parte em escolas urbanas estranhas à sua cultura.
Por trás desta decisão está a ofensiva do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, com o respaldo do Governo de Yeda Crusius, que querem colocar em execução a estratégia de dissolver o MST. Como fartamente foi noticiado em meados do ano passado. O Conselho Superior do Ministério Publico do Estado do Rio Grande do Sul, por unanimidade, aprovou relatório que propunha “ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade (...)” e ainda “intervenção nas escolas do MST” para sua “readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST “ pois “as bases pedagógicas veiculadas nas escolas mantidas ou geridas pelo MST são nitidamente contrárias aos princípios contidos na Constituição Federal”.
Diante das reações que tamanhas barbaridades provocaram, o Conselho recuou. Nas atas de suas reuniões de 7 de abril e de 30 de junho de 2008 decidiram retificar a famigerada ata de dezembro de 2007 asseverando “que tudo não passou de um equívoco, tudo que constou na ata não foi aprovado”. Contradizendo, porém, estas afirmações, alguns promotores firmaram, em 28 de novembro de 2008, com o governo do Estado, sem conhecimento e participação dos pais, educandos e da escola-base, onde as crianças estão matriculadas, um Termo de Ajustamento de Conduta em que o Estado assume a obrigação de, na prática, acabar com as Escolas Itinerantes dos acampamentos do MST. A concretização disso se iniciou no dia 10 de fevereiro com o fechamento da escola do acampamento Oziel Alves.
O que são as escolas itinerantes
As Escolas Itinerantes são uma experiência pioneira do MST para garantir a educação escolar para as crianças e adolescentes dos seus acampamentos, amparada nos direitos sociais inscritos na Constituição Federal de 1988, e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e nas Diretrizes Operacionais para Escolas do Campo, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2002.
Em 1996, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a apoiar tal iniciativa e as aulas, ministradas nos acampamentos, passaram a ter o amparo legal garantindo aos educandos a continuidade dos estudos em qualquer lugar onde ocorressem. Os estudantes são matriculados numa escola-base, e participam das aulas em seu acampamento. A experiência gaúcha se espalhou por diversos estados do Brasil e foi premiada com o Prêmio Educação, do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul.
Diante de tamanho despudor, hipocrisia e desfaçatez de integrantes do MPE e do governo do Estado nossa indignação não se contém e bem lhe podemos aplicar a indignação do próprio Jesus diante dos doutores da lei e dos fariseus: “Serpentes, raça de víboras” (Mt 23,33) vocês destilam seu veneno contra os indefesos, e se locupletam na mesa dos poderosos. Vocês que, por determinação constitucional, deveriam defender os direitos dos fracos prostituem-se e adulteram com aqueles que secularmente vivem da exploração dos pobres.
Goiânia, 18 de fevereiro de 2009.
Dom Xavier Gilles
Bispo de Viana, MA
Presidente da Comissão Pastoral da Terra
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Em Memória do Deputado Adão Pretto
Todos que sentimos a morte do companheiro Deputado Adão Pretto, sentimos porque foi uma pessoa que tão cedo partiu E sentimos muito porque foi um companheiro especial. Quando mencionamos o nome de Adão Pretto, temos consciência de que ele foi um autêntico militante. E sentimos por sua morte porque a sua vida era um exemplo, um exemplo que muitos ainda deveriam conhecer e com ele aprender a arte de fazer a política da defesa da vida e não a política do interesse. Adão Pretto morreu como parlamentar, mas a sua vida foi marcada como um militante social. O Deputado que nunca deixou de ser militante e levou para o Congresso Nacional as bandeiras que o tornaram um líder popular. Fez jus ao lema que dizia: “Um pé na luta outro no parlamento”.
Na Igreja Adão Pretto deu testemunho da sua fé ajudando a organizar as Comunidades Eclesiais de Base. O pequeno agricultor, dedicado à vida de sua comunidade, homem de fé, poeta e pai de família, se desperta para o compromisso maior, que é a construção de uma nova sociedade. Lendo os sinais dos tempos e compreendendo seu dever histórico, Adão Pretto começou sua militância no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miraguaí e na Pastoral da Terra, a CPT. Ajudou a criar o maior movimento social da América Latina, o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. E, percebendo a importância de atuar na via política partidária, optou pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, onde construiu uma história de lutas e conquistas em favor dos pobres da terra. Foi um dos primeiros deputados estaduais eleitos pelo PT no Rio Grande do Sul, sendo Deputado Constituinte. Depois, atendendo aos apelos dos movimentos sociais do campo, passou a atuar no Congresso Nacional, sendo um dos mais atuantes deputados federais.
Na Câmara dos Deputados, o companheiro Adão lutou pela Reforma Agrária, pela dignidade dos pequenos e excluídos de nossa sociedade. Como testemunhou o presidente Lula, Adão Pretto sempre defendeu “os anseios e as aspirações dos mais pobres e desamparados”. Lula também lembrou que Adão Pretto foi um dos militantes mais ativos que conheceu. E isso muitos de nós podemos testemunhar. Adão, cujo nome quer dizer “humano, feito do humos, do barro da terra”, o humano moldado pelas mãos de Deus, que o soprou o Espírito da vida; Adão Pretto lutou pela liberdade da Terra e dos filhos dela. Ele não foi um simples militante, mas aquele que abriu caminhos.
O companheiro Adão Pretto sempre soube valorizar a sabedoria e a vontade popular. E saciou sua sede nas fontes da água viva que brota do povo. Foi um fermento nas massas, uma chama de utopia, otimismo, fé e esperança. Sabia lutar com mística, com ternura e vigor. Com muita capacidade de dialogo, também sempre foi corajoso no enfrentamento, combativo, firme e fiel aos seus princípios e valores. E na noite escura da América Latina, Adão Pretto foi poeta e trovador e com sua poesia nos ajudou a dissipar a dor e o medo e alimentar os sonhos e a coragem de lutar em busca do novo amanhecer.

