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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Carta de Frei Óscar Vasquez OP. sobre Honduras

Em carta, frei relata sobre o golpe militar e a situação do povo hondurenho neste momento.


O Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – SEJUPE – da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul recebeu uma carta escrita por um frade da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), residente em Honduras, contando algumas coisas referentes ao golpe militar e sobre a situação do povo hondurenho neste momento.

Frei Óscar Vasquez OP, relata que em todo o território nacional de Honduras prevalece “a violência, a repressão e a anulação de todas as garantias constitucionais e individuais de quem se encontra no país”. De acordo com Frei Óscar, todos os meios de comunicação estão impedidos de comunicar nacional e internacionalmente o que vem ocorrendo realmente no país, sobre os atos repressivos do governo-militar de fato. Além de rádio, televisão, jornais, também as linhas telefônicas estão sendo cortadas.


Também existem ameaças de corte da energia elétrica no território de Honduras. E já foram cancelados os vôos nacionais e internacionais e os aeroportos foram militarizados.


O exercito vem agindo com extremo rigor e perversidade contra a população que vive um caos social e militar. Ocorrem frequentemente no país golpes, maltratos, detenção, torturas e ataques às instituições de imprensa, de direitos humanos, sindicatos, professores, ativistas camponeses, feministas e outros.

Criou-se em toda a sociedade de Honduras um clima de tensão, pois, quem reagir ao governo golpista corre o risco de prisão. Um estádio de futebol chegou a ser transformado em presídio.


Frei Óscar Vasquez OP
, em sua carta pede socorro aos irmãos e irmãs na fé, convidando para que a Igreja se manifeste em solidariedade ao povo de Honduras. Pede que a Hierarquia da Igreja, os institutos, as ordens e congregações religiosas ajudem a pressionar em favor da liberdade e democracia para o povo de Honduras. Frei Óscar afirma que a Igreja de Honduras não está sendo indiferente e, sim, solidária com seu povo e pede aos organismos, comissões de justiça e paz da sua Ordem e de outras instituições, que tomem posição em defesa dos Direitos Humanos em Honduras.


Uma comissão religiosa mista esteve visitando Honduras nestes dias e se encontra em Tegucigalpa. Porém, não se tem informação de como se encontram neste momento. Frei Óscar, no entanto, pede a quem pude, que facilite as informações de como se encontra esta comissão religiosa que se empenha em colaborar com a restituição da paz e da liberdade em Honduras. Óscar afirma estar preocupado com a segurança dos membros desta comissão. E conclui sua carta com um verso do salmo 85 (84), “O Amor e a Verdade se encontrarão, a Justiça e a Paz se abraçarão”.

Leia na íntegra, em Espanhol, a carta de Frei Óscar Vasquez OP.


Manifestação do SEJUPE sobre a situação de Honduras

A equipe do SEJUPE – Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – dos Frades Capuchinhos do Rio Grande do Sul agradece a atenção, o apoio, e pede ajuda para a divulgação deste comunicado, para que se constitua uma rede de solidariedade para com o povo de Honduras. Neste momento, como franciscanos e cristãos, não podemos nos omitir.

Talvez seja conflitiva e contraditória a situação da Igreja Católica em Honduras, pelo fato de, no mês de julho, ter se manifestado pedindo a Zelaya que não retornasse ao país. Hoje pode estar sendo difícil para a hierarquia da Igreja atuar na mediação do conflito. No entanto, os fiéis, lideranças e instituições da Igreja, podem e devem agir de forma profética em defesa da dignidade, dos direitos e liberdade do povo de Honduras.

Apesar de, infelizmente, ter admitido a legalidade do golpe, a Igreja desde o início defendeu o dialogo como saída para a crise. Vale recordar também que o bispo da Diocese de Copán, Honduras, Luis Alfonso Santos, desde o início discordou da posição oficial da Conferência Episcopal de Honduras. O bispo disse “repudiar a substância, a forma e o estilo com que se impôs ao povo um novo chefe do Poder Executivo”.

Este é o momento para a Igreja de Honduras e de todo o continente, testemunhar a fé em Jesus Cristo, agindo de forma profética em favor da justiça, da paz, da liberdade e dos direitos humanos ao povo de Honduras.

Assim como é grande a responsabilidade do Estado Brasileiro frente à crise de Honduras, também é enorme nosso compromisso como sociedade e, de modo especial, como Igreja. Portanto, não podemos nos omitir.

É neste momento que sabemos quem está a favor da liberdade, da justiça, da paz e da democracia.

Paz e Bem!

Serviço de Justiça, Paz e Ecologia – SEJUPE – da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul.

www.capuchinhosrs.org.br/sejupe

sejupe@ofmcaprs.org.br

terça-feira, 21 de julho de 2009

12º Intereclesial de CEB's em Porto Velho

Trem das CEBs se transforma em barco para aportar na Amazônia
Apresentada como parte integrante da Igreja em meados da década de 70, as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) surgem como ponto de partida para discussões sobre o viver a fé em comunhão com os povos, em especial os mais necessitados. E será neste contexto que Porto Velho se mostrará ao mundo a partir do dia 21 de julho com a realização do 12° Intereclesial. Divididos em Porto, Rios e Canoas, os debates seguirão até do dia 25 quando será divulgada a mensagem final do evento, que busca levar uma luz para solução de problemas sociais, políticos, agrários, indígenas, eclesiais ou mesmo econômicos.
Desde o primeiro Intereclesial, realizado na cidade de Vitória (ES) em 1975, as CEBs seguem nos trilhos das conversas e sugestões para uma nova ordem social, política e econômica. Representada por um trem, que traz em seus vagões as mais diferentes comunidades, as comunidades eclesiais de base de todo o Brasil, América Latina e Caribe, aportam na Capital de Rondônia transformadas em um grande barco que conduzirá o povo de Deus pelos rios/estradas que compõem a Amazônia.
Na Capital de Rondônia, o grande Porto será o Ginásio do SESI, um verdadeiro caldeirão cultural que estará fervilhando e com uma movimentação intensa.
Do Porto, os ‘Cebianos’ embarcam para o estudo pelos Rios da Amazônia, que serão as escolas. Para diversificar e intensificar as discussões os grupos ainda serão subdividos em Canoas, em número menor de participantes, mas com uma partilha profunda.

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