quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carta do Mutirão Ecumênico - Sulão VI


Nós, cristãos e cristãs, que professamos a fé, nas diferentes formas do Cristianismo - católica romana, luterana, anglicana, presbiteriana, batista, metodista -, e buscamos a unidade na diversidade, nos encontramos para celebrar o nosso caminhar. Aconchegados no calor do encontro e com grande alegria, estivemos reunidos, nos dias 26 a 28 de agosto de 2011, na cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, Brasil, no Mutirão Ecumênico - Sulão VI. Leia mais...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Política Nacional de Resíduos Sólidos e a profissionalização dos catadores. Entrevista Especial com Antonio Cechin

Sancionada em dois de agosto de 2010, a lei n. 12305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, representa um “verdadeiro divisor de águas que se ergue entre um antes e um depois”, diz Antonio Cechin à IHU On-Line. Há 30 anos trabalhando em galpões com comunidades ecológicas, ecumênicas e eclesiais de base, o irmão marista menciona que a lei proporcionou um salto qualitativo no trabalho dos catadores de resíduos. “Quando começaram juntos, há 30 anos, tinham vergonha de ser fotografados. Hoje, eles têm verdadeiro orgulho em posar para fotos no trabalho, porque se sentem dentro de uma profissão absolutamente necessária para a sobrevida da espécie humana na terra”, compara.

Apesar de ter transformado as relações de trabalho da “catação à moda artesanal” para a “reciclagem profissional”, “por enquanto nada mudou em Porto Alegre”, diz Cechin. Para ele, a política que alterou a lei n. 9605, de 1998, ainda “é uma esperança, na torcida por bons projetos a fim de se angariar recursos”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Cechin também comenta o processo de coleta seletiva do lixo na capital gaúcha e região metropolitana. Para ele, o novo modelo de depósito do lixo em contêineres é “um retrocesso dentro da política de administração dos resíduos”. Ele explica: “Faltou a preparação da população. Para que qualquer mudança nos costumes do povo tenha êxito, faz-se necessário um trabalho prévio de conscientização com larga duração”.

Antonio Cechin formou-se em Letras Clássicas e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, onde também foi professor. Fez sua pós-graduação no Centro de Economia e Humanismo, em Paris. Iniciou na Instituição Católica de Paris a especialização em catequese, quando foi chamado para o Vaticano, na Sagrada Congregação dos Ritos, no início da década de 1960. Depois, retornou ao Brasil e iniciou a luta junto aos movimentos sociais. É autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação (Porto Alegre: Estef, 2010).

Confira a entrevista completa no site do IHU Unisinos.

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=46732

domingo, 21 de agosto de 2011

Mutirão Ecumênico 2011 sobre Ecologia

Este será o 6° encontro de Agentes para o Ecumenismo, que até então se chamava “SULÃO”, por abarcar os estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – mais o estado de São Paulo. Realiza-se a cada dois anos, alternando o estado anfitrião.
Inicialmente organizado e destinado aos agentes ecumênicos da Igreja Católica Romana – ICAR, eram convidadas as demais denominações cristãs, oferecendo formação e oportunidade para compartilhar experiências.
Nas últimas edições a organização e os destinatários se ampliaram para além da ICAR, chamando para organizar o evento, igrejas cristãs, entidades ecumênicas, movimentos eclesiais, tendo como destinatárias todas as pessoas interessadas na promoção do ecumenismo.
Devido a ampliação de parceiros, o encontro passou, nesta edição, a ser chamado de “Mutirão Ecumênico – Sulão VI”.
PROMOÇÃO:
CONIC/RS – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
CNBB/RS – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CLAI – Conselho Latino Americano de Igrejas

REALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO:
Igrejas cristãs (Igreja Católica Apostólica Romana – ICAR, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB)

Entidades Ecumênicas
CEBI – Centro de Estudos Bíblicos
CECA – Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria
CEPA – Centro de Espiritualidade Padre Arturo
SICA – Serviço Interconfessional de Aconselhamento
REJU – Rede Ecumênica de Juventude
Grupos Ecumênicos das cidades de Esteio, São Leopoldo, Novo Hamburgo.
Movimento dos Focolares
Trilha Cidadã

Instituições de Ensino
Faculdades EST
ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana – RS
PUC – Pontifícia Universidade Católica do RS.

Objetivos
Geral
Reunir 300 agentes envolvidos com o serviço e/ou a promoção ecumênica dos estados de SP, PR, SC e RS para celebrar, conviver, trocar experiências e aprofundar a compreensão do ecumenismo, animando-os a continuar a caminhada ecumênica dentro e fora do espaço eclesial.
Específicos
• Mostrar os avanços na busca de unidade das igrejas;
• Dar visibilidade às ações e serviços ecumênicos;
• Incentivar a Unidade, o Testemunho e a Diaconia;
• Refletir sobre o Meio Ambiente e a defesa da Criação;
• Reunir propostas de ações conjuntas na defesa da Criação;
• Celebrar os avanços da caminhada ecumênica.
Neste ano, o evento será realizado nos dias 26, 27 e 28 de agosto, no Centro Mariápolis, em São Leopoldo (RS). Todas e todos estamos convidados a refletir a temática "Unidos em Cristo na defesa da criação" e o lema "A criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus", cuja inspiração vem da Palavra de Deus (Rm 8:19).
Bolg do Mutirão Ecumênico: www.mutiraoecumenico.blogspot.com

Inscrições no link: http://www.cnbbsul3.org.br/pc_eventos.asp

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Francisco e o Irmão Lobo de Gúbio


Gúbio, uma cidade na Úmbria, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como as pessoas, de modo que todos do povoado estavam apavorados!
Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
Certa vez, quando Francisco chegou àquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva como parecia ser a causa do lobo.
Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal, e, como dizia às pessoas, na força da Cruz.
O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo, mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um irmão, cessou de correr e ficou muito surpreendido.
Francisco de Assis anulou a violência que havia no irmãozinho lobo. De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:
-Irmãozinho lobo, quero somente conversar com você, meu irmão ... E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O irmãozinho lobo, então, perante tão forte vibração de amor e carinho, perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente,e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco.
Então, Francisco disse-lhe amorosamente:
-Querido irmãozinho lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você meu irmão! A cidade vai lhe dar comida, já que, por culpa das pessoas, a floresta não lhe oferece mais o alimento necessário. Você vai pode entrar em minha casa e vou lhe dar comida e seremos sempre amigos! Você por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá acolhimento, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém, para sobreviver... Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade.
Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de irmão. Prometeu dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o irmão lobo morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.
Ainda hoje se mostra, em Gúbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.
Este é um texto clássico das Fontes Franciscanas, que revela a pedagogia da paz de Francisco, é a parábola ou alegoria do “Lobo de Gubbio”, contada em Fioretti 21.
O lobo era demonizado pelos cidadãos que andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para o combate. O medo chegou a tal ponto que ninguém mais ousava sair da cidade. Entre a cidade e o lobo não havia diálogo, apenas enfrentamento, medo, defesa, ataque, combate. Francisco sai da cidade e vai ao encontro do lobo e vai vai sem armas, sem preconceitos, sem agressividade, inspirado em Jesus: com amor, perdão, não-violência.
Francisco não acoberta as maldades e violências do lobo, mas mostra que tal forma de agir tem a ver com a violenta fome que o animal sofria. E vê nele também um irmão e a possibilidade de construir novas relações entre ele e a cidade. Consegue pacificá-lo e alcança dele a possibilidade de um pacto de paz. Da mesma forma, Francisco vai ao encontro do povo da aldeia, denunciando-lhe seus pecados e convocando-o à mudança de vida, à penitência. Realiza-se um encontro entre ambas as partes e conclui um pacto de paz, que inclui o compromisso da aldeia em garantir comida para o lobo e o lobo passaria a agir sem maldade e agressividade. Trata-se de um pacto de paz diferente daqueles de Assis ou da “pax romana”, por exemplo, ou outros realizados na história em que predomina a vontade do mais forte sobre o mais fraco ou se estabelece apenas um equilíbrio de forças e interesses. Francisco torna-se um intermediário que ajuda a desarmar espíritos, superar preconceitos, construir novas relações, com um senso de realismo e com mística, com novos compromissos de ambas as partes, superando a causa do conflito. Entre o lobo e a cidade de Gubbio se dá um processo de conversão, de mudança, de mentalidade, de atitudes, de visão, de coração. Francisco desdemonizou o lobo e a cidade, pois ambos tinham suas razões e seus pecados, e investiu na possibilidade de um verdadeiro encontro entre as partes, de relações fraternas, de diálogo e de paz.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Debate sobre o Código Florestal Brasileiro

A legislação Ambiental deve ser elaborada pela Sociedade ou pelo Agronegócio?

É o tema do seminário que está sendo preparado pelo Fórum Gaúcho em Defesa do Código Florestal agendado para o dia 15 de Agosto de 2011 as 18h30min no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS.
O evento é a grande oportunidade da sociedade ouvir e debater com os senadores gaúchos a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro atualmente em tramitação no Senado Federal.

Participe!


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